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Venezuela e China fecham contratos de petróleo de US$ 6 bi

O presidente venezuelano Hugo Chávez assinou, nesta quinta-feira, uma série de contratos de petróleo com Pequim que incluem empréstimos chineses de 6 bilhões de dólares e exaltou a aliança estratégica de uma década como “vital” para o país sul-americano.

“A Venezuela nunca teve uma relação tão próspera e positiva com a grande potência que é a China”, disse Chávez ao assinar os acordos com uma comitiva liderada pelo vice-ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Zhang Xiaoqiang, que se encontra em Caracas desde segunda-feira.

O governo venezuelano continuará “incentivando essa relação, que é vital para nosso desenvolvimento e independência”, prometeu o vice-ministro, comemorando uma década de cooperação estratégica com estes aliados políticos.

Os empréstimos da China garantirão a presença do gigante asiático na Faixa do Orinoco (leste), que contém as maiores reservas de petróleo pesado do mundo.

Um primeiro crédito de 4 bilhões de dólares está destinado a aumentar a produção de petróleo da principal empresa chino-venezuelana que opera na Faixa, a Sinovesa.

A Venezuela produz uma média de 3mbd, segundo dados oficiais, embora a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) sustente que a oferta do país é de 2,3 mbd.

Paralelamente, a China concederá dois créditos adicionais de 1,5 bilhão de dólares para projetos de refinamento da petroleira estatal PDVSA e 500 milhões para a compra de perfuradoras e equipamento.

A Venezuela cancelou suas dívidas com o envio à China de cerca de 400 mil barris diários de petróleo pagos segundo o preço da cesta venezuelana que até agora foi de 100,41 dólares, em média, segundo as autoridades.

Pequim concedeu a Caracas, nos últimos dois anos pelo menos 20 bilhões de dólares em créditos e ambos os países mantêm um fundo de 12 bilhões de dólares para o desenvolvimento de projetos conjuntos.

Depois de três dias de negociações em Caracas, foram assinados também convênios nas áreas agrícola, científica e tecnológica, industrial e aeroespacial.

Chávez garantiu que os intercâmbios bilaterais subiram para 17 bilhões de dólares em 2011 e 20 bilhões de dólares em 2012, um salto “sem precedentes da história econômica” depois de dez anos de relacionamento que começaram em níveis “quase nulos”, destacou.