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Venezuela doará US$5 milhões a vítimas do furacão Harvey

Ajuda será dada por meio da Citgo, filial nos Estados Unidos da petroleira estatal venezuelana PDVSA

Por Da redação - 30 ago 2017, 17h51

A Venezuela vai oferecer 5 milhões de dólares às comunidades americanas afetadas pelo furacão Harvey, anunciou nesta quarta-feira o governo em Caracas, que apresentou a ajuda como um gesto solidário, apesar das relações bilaterais cada vez mais tensas.

A cooperação vai reeditar um programa de fornecimento de óleo de aquecimento realizado em 2005 pelo falecido presidente Hugo Chávez, após a passagem do furacão Katrina, que deixou 1.800 mortos. “Com base naquele antecedente, vai haver um apoio direto da Citgo, uma contribuição de até 5 milhões de dólares para apoiar as famílias afetadas em Houston e Corpus Christi (Texas)”, disse o chanceler Jorge Arreaza pela emissora estatal VTV.

A Citgo é a filial nos Estados Unidos da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), alvo de sanções do presidente Donald Trump. Por meio de decreto, o mandatário americano proibiu na sexta-feira passada a transação de dívidas emitidas pelo governo de Nicolás Maduro e pela PDVSA.

Os vínculos entre Caracas e Washington ficaram ainda mais estremecidos após 11 de agosto, quando Trump citou a possibilidade de uma “opção militar” para a grave crise política e econômica venezuelana, apesar dessa alternativa ter sido descartada por pessoas próximas ao mandatário.

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A grave crise financeira do país de Maduro se reflete em uma escassez crônica de alimentos e medicamentos e na inflação mais alta do mundo, que o FMI projeta em 720% para 2017.

Arreaza disse que o aporte da PDVSA será entregue em coordenação com prefeitos e demais autoridades das cidades afetadas e anunciou que o governo venezuelano também prevê destinar um percentual das vendas de gasolina da Citgo à reconstrução de casas danificadas, bem como aos refúgios afetados. Ele ainda disse que vai colocar à disposição do encargado de negócios dos Estados Unidos na Venezuela insumos, equipes de emergência e médicos. Os dois países deixaram de ter embaixadores em 2010.

“Essa é a expressão de solidariedade da Venezuela, para além de qualquer diferença política que tenhamos que expressar hoje, diante dos efeitos de um fenômeno devastador. Toda nossa solidariedade ao povo dos Estados Unidos”, expressou o chanceler.

Trump rechaçou, há pouco tempo, um diálogo por telefone solicitado por Maduro, que define como “ditador”, indicando que isso só será possível quando a democracia for restituída na Venezuela. O país caribenho exporta aos Estados Unidos 42% de 1,9 milhão de barris de petróleo que produz diariamente.

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