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Venezuela diz receber ‘milhares’ de solicitações de ajuda para retorno

Governo de Nicolás Maduro alega que seus cidadãos estão sofrendo atos de xenofobia na Colômbia e no Peru

Por Da Redação - Atualizado em 30 ago 2018, 10h06 - Publicado em 30 ago 2018, 09h06

O ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse nesta quarta-feira (29) que o governo do presidente Nicolás Maduro recebeu “milhares” de solicitações de ajuda de cidadãos que desejam retornar ao país.

Rodríguez também denunciou supostas campanhas de xenofobia contra venezuelanos que imigram para países da América do Sul.

“Estamos recebendo solicitações (de ajuda) de milhares em milhares nas nossas embaixadas (…), mas não podemos expressá-las até que isso esteja ocorrendo em tempo real para evitar qualquer tipo de retaliações contra venezuelanos que desejem ser repatriados”, disse o ministro em entrevista coletiva em Caracas.

O governo de Maduro assegurou há dois dias que 89 venezuelanos, que residiam no Peru e atravessavam uma “dura realidade”, solicitaram apoio para voltar ao seu país.

Rodríguez declarou hoje que os venezuelanos que emigraram para a Colômbia e o Peru são vítimas de atos de xenofobia, que estariam sendo impulsionados pelos governos destes países “através dos meios de comunicação”.

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“Falam barbaridades da mulher venezuelana, será por inveja? Falam horrores dos meninos e meninas venezuelanas”, acrescentou.

Embora o governo de Maduro não tenha divulgado números oficiais sobre o deslocamento de seus cidadãos, estimativas independentes mostram que pelo menos 2,3 milhões de venezuelanos — de uma população de 30,6 milhões — fugiram para o exterior nos últimos anos. Deste total, 1,6 milhão emigraram a partir de 2015, segundo as Nações Unidas.

Este êxodo fez soar os alarmes nos países da região, que já abordam de maneira conjunta a forma de oferecer respostas eficazes ao cada vez maior fluxo migratório de venezuelanos.

Mais de 1 milhão de venezuelanos se refugiou na vizinha Colômbia. Apenas 60.000 vieram para o Brasil.

(Com EFE)

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