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Venezuela critica postura intervencionista de EUA e Colômbia

Para a chancelaria venezuelana, EUA e Colômbia "pretendem subjugar e vulnerar" a "soberania e determinação do povo"

A Venezuela criticou nesta quinta-feira 3, o que considerou como uma “postura intervencionista” dos Estados Unidos e da Colômbia em seus assuntos internos, depois que o presidente colombiano, Iván Duque, e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, se reuniram ontem em Cartagena com a crise venezuelana na agenda.

A Chancelaria venezuelana disse em comunicado que EUA e Colômbia “pretendem subjugar e vulnerar” a “soberania e determinação do povo”, enquanto pediu que ambos os países “se mantenham à margem” dos seus assuntos internos.

A declaração de Caracas surge horas depois da reunião entre Duque e Pompeo em Cartagena, após a qual o colombiano convidou todos os países que defendem a democracia a “fazer os esforços necessários” para que seja restabelecida a ordem constitucional na Venezuela.

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Em 10 de janeiro, Maduro assumirá um novo mandato de seis anos que parte da comunidade internacional já anunciou que não reconhecerá por ser produto de eleições que o Parlamento venezuelano, de maioria opositora, qualificou como “fraudulentas”.

“Todos os países que compartilham o valor da democracia devem se unir para rejeitar a ditadura da Venezuela e fazer todos os esforços necessários para que seja restabelecida a democracia e a ordem constitucional”, disse Duque.

Nesse sentido, a Venezuela rejeitou hoje essa postura, e tachou como “irresponsáveis” tanto o governo colombiano como o americano e exigiu que se concentrem “na luta contra as indústrias da guerra e do narcotráfico” na Colômbia.

A Venezuela já tinha dito ontem que a visita de Pompeo à região tinha o propósito de “emitir ordens diretas aos governos subordinados” aos EUA para que aumentem suas “agressões” contra o governo de Maduro, ideologicamente oposto a vários países latino-americanos e os próprios EUA. EFE