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Venezuela bloqueia consenso e Cúpula das Américas fica sem declaração final

Governo bolivariano de Nicolás Maduro exigiu um preâmbulo condenando as sanções impostas pelos Estados Unidos contra sete de seus funcionários

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 06h50 - Publicado em 9 abr 2015, 21h29

As reivindicações da Venezuela impediram a assinatura de um documento que expressaria um consenso entre as 35 nações participantes da Cúpula das Américas, que comeaç nesta sexta-feira, no Panamá. O governo bolivariano de Nicolás Maduro exigia que os demais chefes de Estado participantes do evento incluíssem um preâmbulo condenando as sanções diplomáticas e econômicas que os Estados Unidos aplicaram contra sete de seus funcionários. A medida foi adotada por Washington após o presidente americano Barack Obama considerar o país uma “ameaça à segurança nacional”.

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Esta é a terceira vez consecutiva em que as nações participantes da Cúpula das Américas não alcançam um consenso e a reunião fica sem um documento final. Como a imposição da Venezuela foi rechaçada pelas outras delegações diplomáticas, os acordos que forem alcançados entre esta sexta-feira e sábado serão enviados normalmente aos organismos internacionais implicados, mas não serão apresentados em um único relatório final. A informação foi confirmada pela chanceler e vice-presidente do Panamá, Isabel de Saint Malo.

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O desmonte das instituições democráticas da Venezuela pautará boa parte dos debates a serem realizados no evento. Em protesto às prisões arbitrárias dos opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, 26 ex-governantes da Espanha e América Latina pediram para que os chefes de estado rompam com o “silêncio complacente” em relação aos abusos cometidos pelo governo chavista. O comunicado, batizado de “Declaração do Panamá”, foi entregue às mulheres dos dois principais presos políticos venezuelanos. A reinvindicação também foi encaminhada ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.

Não estão incluídas na agenda oficial da Cúpula das Américas a crise venezuelana nem qualquer conflito entre governos, porém a declaração entregue nessa quinta aumenta a pressão internacional sob o governo da Venezuela. Maduro, no entanto, planeja entregar a Barack Obama uma lista com milhões de assinaturas de concidadãos que rejeitam a declaração de que a nação petroleira seria uma ameaça à grande potência americana. O Departamento de Estado americano já informou que Washington não ouvirá às reclamações venezuelanas sobre as sanções durante o evento.

Diálogo com os EUA – Em um pronunciamento nesta quinta-feira, Maduro confirmou que se encontrou por três horas com o Thomas Shannon, alto conselheiro do departamento americano de Estado, antes de viajar para a Cúpula das Américas. Shannon, ex-embaixador no Brasil entre 2009 e 2013, tinha o objetivo de buscar um acordo com a Venezuela antes do início do evento diplomático. Segundo o jornal El Nacional, Madurou indagou o funcionário americano sobre as razões que levaram Obama a considerar o país uma ameaça à segurança nacional. “Se não obtivermos resposta, não será possível começar uma nova era e abrir as portas da verdade para o respeito, para a diplomacia de paz”, propagandeou o bolivariano, sem obter as respostas desejadas.

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