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Vazamento de petróleo da Shell pode ser o pior da década no Mar do Norte

A estimativa é que foram derramados 1 300 barris de óleo até agora

Por Da Redação - 15 ago 2011, 21h20

O vazamento de petróleo da Royal Dutch Shell na plataforma Gannet Alpha pode ser o pior da década no Mar do Norte.

“As estimativas atuais são de que o vazamento pode ser de várias centenas de toneladas”, afirmou o Departamento de Energia e Mudança Climática. A Shell, por sua vez, estimou que foram derramados 1 300 barris de petróleo, o que corresponde a cinco barris por dia. Como comparação, o derramamento da BP no Golfo do México, em 2010, vazou 70 000 barris por dia, somando 5 milhões de barris de petróleo ao todo.

“Os trabalhos para impedir a saída do petróleo remanescente na tubulação continuam. Avaliamos que a atual taxa de vazamento é de menos de cinco barris por dia”, informou a petrolífera em um comunicado separado, nesta segunda-feira.

Contexto – O óleo da plataforma Gannet Alpha está escapando para o mar desde quarta-feira, apesar de a Shell só ter divulgado o incidente na sexta – atitude criticada por organizações ambientais. A empresa afirmou que a quantidade vazada diminuiu depois o vazamento foi fechado, no mesmo dia, mas admitiu que se trata de um “vazamento significativo no contexto anual de óleo derramado no Mar do Norte”.

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Se for confirmado que foram vazadas centenas de toneladas, este derramamento de petróleo será o mais devastador no Mar do Norte desde 2000, quando mais de 500 toneladas vazaram, segundo dados do Departamento de Energia e Mudança Climática. “No contexto da UK Continental Shelf, o derramamento é substancial”, disse um porta-voz do departamento, acrescentando que está sendo feita uma reavaliação da dimensão do problema.

“O Mar do Norte deveria ser ultrasseguro por causa de sua localização. A Shell está lançando na Região Ártica um vazamento que será impossível de limpar”, disse Ben Ayliffe, membro do Greenpeace responsável pelas causas ligadas ao petróleo.

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