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Vazamento de água radioativa provoca situação de emergência em Fukushima

Água contaminada sobe para a superfície além dos limites legais de descarga

Por Da Redação - 5 ago 2013, 12h28

Água altamente radioativa vazou da usina de Fukushima para o mar, criando uma situação de emergência que a empresa dona da usina tem dificuldades para resolver, disse um funcionário da agência nuclear japonesa nesta segunda-feira. Segundo Shinji Kinjo, diretor da força-tarefa da Autoridade Reguladora Nuclear do Japão, a água contaminada no lençol freático está subindo para a superfície e excedendo os limites legais de descarga radioativa.

Entenda o caso

  1. • Em 11 de março, um tsunami, que se seguiu a um terremoto de 9 graus de magnitude, devastou o nordeste do Japão, resultando na morte de 15.000 pessoas.
  2. • O desastre natural atingiu a usina nuclear de Fukushima e deu origem à mais grave crise atômica desde Chernobyl, em 1986.
  3. • A partir de então, o mundo todo passou na discutir a real necessidade da energia nuclear, com o temor de que uma nova catástrofe possa colocar o mundo em risco.

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As medidas adotadas pela empresa Tokyo Electric Power Co. (Tepco) são apenas uma solução temporária, segundo ele. “Neste momento, temos uma emergência”, afirmou. A Tepco disse estar adotando várias medidas para que a água contaminada não saia da baía próxima à usina.

A Tepco foi muito criticada por não ter se preparado adequadamente para situações como o terremoto seguido de tsunami que destruiu a usina de Fukushima em 2011. A empresa também foi acusada de tentar acobertar suas falhas e de reagir de forma incompetente ao derretimento dos reatores.

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Não ficou claro qual é o nível de ameaça representada pela água contaminada no lençol freático. Nas primeiras semanas depois do desastre, o governo japonês autorizou a Tepco a despejar dezenas de milhares de toneladas de água contaminada no Pacífico.

Países vizinhos e pescadores locais criticaram a decisão, e a Tepco prometeu que não jogaria mais água radioativa no mar sem o consentimento de autoridades municipais da região. “Até sabermos exatamente a densidade e volume da água que está fluindo, honestamente não posso especular sobre o impacto no mar”, disse Mitsuo Uematsu, do Instituto Centro para a Colaboração Internacional e Pesquisa Atmosférica e Oceânica, da Universidade de Tóquio.

A usina bombeia diariamente 400 toneladas de água que escorre pelo lençol freático dos morros próximos à usina. A água é guardada em porões dos prédios destruídos, onde se mistura à agua altamente radioativa que é usada para resfriar os reatores e mantê-los em um estado estável, abaixo de 100 graus Celsius.

(Com agência Reuters)

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