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Vaticano proíbe que cinzas sejam guardadas em casa após cremação

Desde 1963, a Igreja Católica permite a cremação de seus fiéis — desde que isso não seja um ato de contestação de fé

Por Da redação - Atualizado em 25 out 2016, 09h13 - Publicado em 25 out 2016, 09h00

O Vaticano divulgou nesta terça-feira novas regras para a cremação de católicos, que incluem a proibição à conservação das cinzas em casa, evitando que elas se tornem “lembranças comemorativas”. O documento “Ad resurgentum cum Christo” (Renascendo com Cristo, em latim), escrito pela Congregação da Doutrina para a Fé, também proíbe os católicos de espalharem as cinzas de seus entes queridos no mar ou em qualquer outro tipo de ambiente, e orienta normas canônicas para a “conservação dos restos mortais”.

A Congregação para a Doutrina da Fé pretende com isso “evitar qualquer tipo de equívoco panteísta, naturalista ou niilista”. Desde 1963, a Igreja Católica permite a cremação de seus fiéis — desde que isso não seja um ato de contestação de fé e, de preferência, que as cinzas sejam acomodadas em um local sagrado: enterradas em um cemitério católico ou guardadas em uma igreja. Isso porque, até o fim do século 19, o ato de incinerar o corpo após a morte era uma escolha “simbólica” para demonstrar que não se acreditava nos preceitos de vida após a morte como os cristãos pregavam.

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O Vaticano abre exceção apenas para casos envolvendo “circunstâncias graves e excepcionais, dependendo das condições culturais de caráter local”. “No entanto, as cinzas não podem ser divididas entre os membros da família, e devem ser respeitadas as condições adequadas de conservação”, acrescenta a instrução.

(Com ANSA)

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