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Variante Delta do coronavírus pode ser dominante nos EUA

Especialistas afirmam que pode haver um ressurgimento de casos ainda neste ano, a depender da velocidade da campanha de vacinação

Por Da Redação 22 jun 2021, 16h50

Uma variante do coronavírus detectada pela primeira vez na Índia está prestes a se tornar a dominante nos Estados Unidos, onde pesquisadores de doenças infecciosas dizem que ela pode causar um “ressurgimento” da Covid-19 ainda este ano.

A cepa, que já pode ser responsável por 1 em cada 5 infecções em todo o país, já é vista com preocupação pela Casa Branca. Na semana passada, o presidente americano, Joe Biden, alertou que ela causará “muitos danos” em algumas regiões do país se a campanha de vacinação, que desacelerou nas últimas semanas, não avançar logo.

“Não chegaremos a ter que confinar nada, mas em algumas áreas haverá muitos danos”, disse Biden em declarações a repórteres na Casa Branca, na última sexta-feira.

Nas duas semanas anteriores a 5 de junho, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês) estimam que a variante Delta foi responsável por quase 10% das infecções nos Estados Unidos.

Embora essa proporção ainda seja pequena, as autoridades sanitárias estão muito preocupadas que a situação no Reino Unido se repita, onde a variante Delta já prevalece e atrasou os planos de reabertura daquele país.

“Esta nova variante tornará as pessoas que não foram vacinadas ainda mais vulneráveis do que estavam há um mês”, enfatizou Biden.

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  • Segundo Rochelle Walensky, diretora dos CDC, a Delta se tornará “a variante predominante nos próximos meses. À CNN,  William Lee, vice-presidente da área científica  da Helix, empresa que forneceu os testes de Covid-19 que ajudaram a monitorar o número de variantes, declarou que a predominância pode acontecer dentro de semanas, e não meses.

    Um modelo científico recente concluiu que uma variante semelhante à Delta, que é considerada 60% mais transmissível do que Alfa, juntamente com 75% dos americanos elegíveis sendo vacinados, pode resultar em um novo aumento da Covid-19 fora do verão, causando mais de 3.000 mortes por semana em vários pontos durante o outono e inverno. As datas coincidiriam com o retorno das crianças à escola e com temperaturas mais frias, que deixariam as pessoas mais tempo em espaços fechados.

    O modelo prevê cerca de mil mortes por Covid-19 a mais do que os EUA viram na última semana, embora ainda bem abaixo do pico de 24.000 mortes durante a segunda semana de janeiro.

    Os Estados Unidos foram o país mais afetado pela Covid-19 em toda a pandemia, com mais de 601.000 mortes e 33,5 milhões de casos

    Mas, de acordo com o modelo, vacinar 86% dos americanos elegíveis aqueles com 12 anos ou mais poderia evitar mais de 10.000 mortes cumulativas até o final de novembro.

    Atualmente, 62,5% dos americanos com 12 anos ou mais receberam pelo menos uma dose de uma vacina, de acordo com os CDC. No ritmo atual, o país atingiria 75% em setembro e 86% em novembro. No entanto, o ritmo da vacinação diminuiu nas últimas semanas.

    Pesquisas sobre a Delta no Reino Unido mostraram altos níveis de proteção entre pessoas vacinadas com duas doses, com eficácia contra hospitalização superior a 90% para Delta e Alfa.

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