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Vala comum com mais de 1.500 corpos é encontrada na Síria

Cidade de Raqqa foi devastada durante ataque da coalizão comandada pelos Estados Unidos contra posições do Estado Islâmico

Equipes de resgate e voluntários encontraram uma vala comum na cidade de Raqqa, no centro-norte da Síria, que continha mais de 1.500 corpos de civis, informou nesta quarta-feira (31) o jornal sírio pró-governo Al Watan.

O responsável pelo sindicato médico em Raqqa, Jamal al Aizi, disse ao jornal que os civis morreram nos “ataques da coalizão americana”, em alusão à aliança internacional liderada pelos Estados Unidos, durante a ofensiva para expulsar o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) de outubro de 2017.

A coalizão internacional ofereceu apoio às Forças de Síria Democrática (FSD, uma aliança integrada principalmente por curdos) durante a ofensiva para expulsar o EI de Raqqa. A cidade chegou a ser considerada a capital do “califado”, proclamada pelos extremistas em partes da Síria e do Iraque.

Aizi afirmou que “várias valas comuns” foram descobertas na cidade desde então, e que o número de vítimas enterradas já chega “a 4.000 pessoas”. Mas não deu mais detalhes.

Um ano depois da derrota do Exército Islâmico na cidade, a coalizão não investigou e nem admitiu a morte de centenas de civis, conforme denunciou em 15 de outubro a organização Anistia Internacional (AI). Segundo seus cálculos, centenas de civis morreram durante a ofensiva de Raqqa, principalmente durante os bombardeios da coalizão.

A batalha pelo controle de Raqqa durou mais de quatro meses, e 80% da cidade ficou destruída, segundo a Anistia Internacional. A maior parte da população foi forçada a deixar o local.

(Com EFE)