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Vaga na Suprema Corte dos EUA afeta corrida presidencial

Morte do juiz conservador Antonin Scalia abre debate sobre se indicação de sucessor deve ocorrer antes ou depois da escolha de novo presidente

Por Da Redação 14 fev 2016, 10h39

A repentina e chocante morte do juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos Antonin Scalia abriu uma nova e incendiária frente na já acirrada corrida presidencial de 2016, uma que promete dividir Democratas e Republicanos e, talvez, os Republicanos dentro do próprio partido.

A vaga na Corte, que está agora dividida igualmente entre quatro conservadores e quatro liberais, fez republicanos pedirem que o presidente Barack Obama se abstenha de escolher um sucessor para Scalia, de tendência conservadora, enquanto os democratas pedem que Obama faça como manda a Constituição e indique um candidato, ainda que em um Senado hostil.

Enfrentando-se em um debate apenas algumas horas depois da morte de Scalia, de 79 anos, ter sido anunciada no sábado, alguns candidatos presidenciais republicanos aproveitaram o momento para alertar os eleitores de que o líder das pesquisas do partido, o bilionário Donald Trump, não poderia ser confiado para nomear um conservador inflexível.

Obama já indicou que pretende enviar uma escolha ao Senado nas próximas semanas, o que significa que a nomeação será fortemente vasculhada pelos candidatos presidenciais em ambos os partidos. E muito provavelmente deve ir contra a maioria dos Republicanos.

Críticas à Corte, que nos últimos anos apoiou o sistema de saúde abrangente de Obama e tornou legal o casamento de pessoas do mesmo sexo, já foi um fio condutor pelas campanhas de vários candidatos republicanos.

A maioria conservadora na Corte pareceu ser destinada a invalidar as políticas de imigração e de mudança climática de Obama. A perda de Scalia, considerado uma estrela-guia do pensamento jurídico de tom conservador, e o potencial balanço da Corte para a esquerda, garante que qualquer drama que se desenrole no Senado este ano será espelhado na campanha eleitoral.

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