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UTIs de Paris estão à beira do colapso, alertam médicos

Unidades de terapia intensiva da capital francesa não estariam dando conta de tantas internações provocadas pela Covid-19

Por Sergio Figueiredo Atualizado em 28 mar 2021, 20h52 - Publicado em 28 mar 2021, 20h47

Médicos afirmam que, em questão de dias ou até mesmo de horas, as unidades de terapia intensiva dos hospitais de Paris, capital francesa, terão lotação esgotada, o que obrigará os médicos a fazer a chamada “escolha de Sofia”, tendo que decidir quem será intubado ou não, elevando o número de casos fatais. A intubação é o último recurso para salvar a vida do paciente quando o pulmão já está tomado pela infecção provocada pelo novo coronavírus.

As internações estão em ascendência, sem qualquer indicação de que irão arrefecer nas próximas semanas. Segundo a agência de notícias Associated Press, médicos estariam exortando as autoridades a colocar Paris em lockdown até que a ocupação nos leitos de UTI volte a níveis toleráveis. Em maio de 2020, o dr. Colin Cooke, da Universidade de Michigan, relatou que a mortalidade de intubados nos Estados Unidos era de 25% a 50%, dependendo de fatores como idade e existência ou não de comorbidade. Em outras palavras, pelo menos 1 em cada dois pacientes intubados tem chance de sobreviver ao procedimento. Já no Brasil, segundo pesquisa recente da Fiocruz, o índice seria pior, com 80% de mortalidade. Não se sabe por que o percentual brasileiro seria diferente.

A França registra até o momento mais de 94 mil mortes provocadas pela Covid-19, com duas mil pessoas falecendo diariamente. O toque de recolher noturno foi estabelecido em Paris, mas, até o momento, não foi aprovado novo lockdown. Quase 8 milhões de franceses foram inoculados com pelo menos uma dose da vacina contra o novo coronavírus, o que equivale a aproximadamente 15% da população adulta do país.

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