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Usina iraniana será conectada à rede elétrica em fevereiro

Após os diversos atrasos, Teerã garante que Bushehr 'vai de vento em popa'

Por Da Redação 3 jan 2011, 09h50

A usina nuclear de Bushehr, a primeira construída no Irã, será conectada à rede elétrica nacional no mês de fevereiro, confirmou o ministro interino de Assuntos Exteriores iraniano Ali Akbar Salehí nesta segunda-feira. As obras foram concluídas no meio do ano de 2010, após diversos atrasos, mas a conexão ainda dependia do avanço na potência do reator.

Salehí, que é também diretor da Organização da Energia Atômica do Irã (OEAI), quis acabar com os rumores que há dias apontam um novo atraso na central construída com ajuda russa na localidade meridional de Bushehr, no litoral do Golfo Pérsico. “Como já dissemos em várias ocasiões, o projeto de Bushehr vai de vento em popa. Esperamos que as provas finais sejam concluídas no início de janeiro, uma vez que já alimentamos e selamos o núcleo do reator”, destacou.

As autoridades nucleares iranianas anunciaram no dia 21 de agosto o início da alimentação de combustível da planta e que a usina estaria pronta para ser conectada à rede elétrica entre outubro e novembro de 2010. No entanto, em dezembro de 2010 Salehí explicou que o prazo para tal conexão à rede elétrica atrasou, com previsão para o início de 2011.

Alguns jornais especularam a possibilidade do atraso devido ao ataque do vírus Stuxnet que atingiu o país em setembro. Embora o regime iraniano admitisse que alguns sistemas foram afetados, Salehí voltou a reiterar nesta segunda-feira que a central não foi prejudicada. “São só rumores”, ressaltou o responsável, citado pela televisão estatal.

Projeto – Teerã começou a construir a usina nuclear na década de 1970 com ajuda alemã, mas o projeto foi interrompido pela Revolução Islâmica que em 1979 depôs o último Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlevi. A construção da planta foi retomada há 10 anos com a colaboração da Rússia. A Agência Internacional de Energia Atômica supervisionou o carregamento das barras de combustível nuclear no reator, até que este alcançasse 50% de sua potência. O Irã espera que um dia seja possível produzir 20.000 megawatts de eletricidade de origem nuclear.

Grande parte da comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos e Israel, acusa o regime iraniano de ocultar, sob seu programa civil, ambições bélicas com o objetivo de adquirir armas atômicas. Porém, como o governo russo também retira o material utilizado na nova usina, especialistas acreditam que a possibilidade de o combustível ser desviado para a produção de armamentos é quase nula.

(Com agência EFE)

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