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Uruguai não vai mais receber ex-detentos de Guantánamo, diz chanceler

‘Isso é definitivo’, disse Rodolfo Nin Novoa, anunciando o fim da política iniciada por José Mujica

Por Da Redação 23 mar 2015, 20h00

O governo de Tabaré Vazquez no Uruguai não vai mais receber ex-presos de Guantánamo, acabando com uma política iniciada pelo presidente José Mujica, que deixou o cargo no início deste mês. “Não virão mais presos de Guantánamo, isso é definitivo”, disse nesta segunda-feira o chanceler Rodolfo Nin Novoa, segundo a agência France-Presse.

Em dezembro, o Uruguai recebeu seis detentos mantidos na prisão militar americana sem julgamento por treze anos. Os novos moradores foram tratados como heróis pelo governo Mujica. Mas não são vítimas inocentes da guerra ao terror. Todos passaram por campos de treinamento da Al Qaeda ou possuíam conexões com o regime talibã.

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A ida do grupo para o Uruguai foi controversa mesmo dentro da Frente Ampla, o partido do governo. Os seis vivem em uma residência na região central de Montevidéu, na condição de refugiados. Com a chegada do grupo, o Uruguai se converteu no segundo país da América Latina a acolher presos de Guantánamo. O primeiro tinha sido El Salvador, em 2012.

O chanceler Nin Novoa também confirmou que o novo governo optou por adiar, “até o fim do ano”, a chegada de novos refugiados da guerra civil na Síria, que também passaram a ser acolhidos no país durante o mandato de Mujica.

O chanceler admitiu que o Uruguai tem “carências culturais e de infraestrutura” para acolhê-los, tendo se mostrado favorável a um melhor planejamento para receber os próximos refugiados.

(Da redação)

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