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Uribe recorre à Corte Interamericana contra Maduro

Venezuelano desta vez escolheu o ex-presidente da Colômbia como alvo e disse que Uribe planejar matá-lo. O colombiano classificou denúncia de “imatura” e defendeu novas eleições na Venezuela

Por Da Redação - 5 Maio 2013, 22h41

O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe vai recorrer à Comissão Interamericana de Direitos Humanos contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Na sexta-feira, durante um ato público em Caracas, Maduro chamou Uribe de “assassino” e o acusou de forjar junto com a oposição venezuelana um plano para matá-lo.

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O advogado de Uribe, Jaime Granados, disse que “a vida e a integridade física” do ex-presidente foi colocada em risco com as declarações de Maduro. Em comunicado, Granados disse ainda que vai solicitar ao procurador-geral da Colômbia uma permissão especial para investigar Maduro por difamação se ele entrar no país.

O comunicado diz ainda que as acusações foram atos de “uma pessoa desesperada que ostenta o poder de forma ilegítima”. Afirma ainda que as declarações são uma forma de “desviar a atenção da corrupção e ilegalidade patrocinadas pela ditadura que ele comanda”.

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Uribe reagiu às acusações de Maduro defendendo que novas eleições sejam realizadas na Venezuela. “À imatura acusação da ditadura conseguida por meio da fraude e da violência, uma única resposta: que se repitam as eleições”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Maduro venceu a disputa presidencial do dia 14 de abril com uma margem muito estreita em relação a Henrique Capriles – menos de 300.000 votos, o que levou a oposição a pedir a anulação do pleito.

As acusações injustificadas contra Uribe dão sequência a uma retórica que Maduro vem desenvolvendo desde a morte de Hugo Chávez, seguindo a cartilha do coronel. Em seus discursos, a “revolução” está sempre sob ameaça e os problemas do país – como os apagões – resultam de sabotagem – e não da falta de investimentos. Em seus discursos, o principal inimigo externo apontado pelo venezuelano são os Estados Unidos.

Recentemente, um cidadão americano que estava na Venezuela foi detido sob a acusação de conspirar contra o governo. Em viagem a países latino-americanos, o presidente Barack Obama disse que a acusação contra Timothy Tracy é “ridícula”.

Mercosul – Durante os eventos pelos dois meses da morte de Chávez, neste domingo, Maduro anunciou uma viagem de três dias por países do Mercosul. Ele afirmou que viajará a Montevidéu, Buenos Aires e Brasília, “para seguir completando a equação perfeita, integração financeira, integração energética, cultural e política”, com os outros países.

A Venezuela entrou para o Mercosul depois da suspensão do Paraguai, em junho do ano passado. Oficialmente, o país foi suspendo em decorrência do impeachment do então presidente Fernando Lugo. Na verdade, foi um golpe para colocar a Venezuela no bloco, uma vez que o Parlamento do Paraguai se opunha à adesão.

(Com agência Reuters)

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