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União Europeia pede que EUA não rompam com OMS durante a pandemia

Pedido foi feito após Donald Trump acusar a Organização Mundial da Saúde de "enganar o mundo" a pedido dos chineses

Por Jana Sampaio - Atualizado em 30 Maio 2020, 15h54 - Publicado em 30 Maio 2020, 15h22

Após o presidente Donald Trump suspender o financiamento à Organização Mundial da Saúde e dizer que oficiais chineses pressionaram a OMS para “enganar o mundo”, a União Europeia fez um apelo, neste sábado, 30, para que os Estados Unidos reconsiderem a decisão de cortar laços com a organização.

“Diante da ameaça global, agora é o momento de uma melhor cooperação e soluções em comum. Ações que enfraquecem os resultados internacionais precisam ser evitadas”, disseram a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o principal diplomata da UE, Josep Borrell, em um comunicado. “Neste contexto, pedimos que os EUA reconsiderem a decisão que anunciaram”, disseram, um dia depois de Trump acusarem a agência da ONU de se tornar uma marionete da China.

A decisão de sair da OMS e pedir que a organização se comprometa com reformas chega em meio a tensões crescentes entre Washington e Pequim em virtude da pandemia. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, que defendeu a agência das fortes críticas de Trump, prometeu uma revisão da sua atuação quando a pandemia estiver aliviada.

A UE liderou pedidos por uma análise da resposta internacional à pandemia de coronavírus, incluindo a atuação da agência da ONU. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, também condenou a medida e prometeu discussões intensas com Washington sobre o assunto. A decisão é o “sinal errado no momento errado”, disse Maas ao grupo de mídia alemão Funke. Com o número de infecções ainda crescendo globalmente, “não podemos destruir a represa no meio de uma tempestade”, disse.

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Com Reuters

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