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União Europeia pede fim de violência nos protestos na Líbia

Bloco ignora ameaças de governo líbio e defende protestos pacíficos no país

A União Europeia (UE) pediu neste domingo às autoridades líbias que detenham imediatamente o uso da violência contra os cidadãos que se manifestam no país e a escutar as “legítimas demandas” do povo em favor de reformas.

Em jantar de trabalho extraordinário, os ministros de Exteriores do grupo acordaram declaração na qual “condena a repressão contra os manifestantes pacíficos” e se expressa “extrema preocupação” pela situação no país e o número de mortos.

A mensagem chega poucas horas depois da divulgação de que o regime de Muammar Kadafi ameaçou a UE de interromper a cooperação em matéria de imigração se seus representantes continuem fazendo declarações sobre as manifestações no país. “Na semana passada, na quinta-feira acho lembrar, as autoridades líbias chamaram o embaixador húngaro em Trípoli, que representa a UE, e disseram que podiam suspender a cooperação sobre imigração se a UE continuar fazendo comentários sobre a Líbia”, garantiu o porta-voz da presidência rotativa húngara, Gergely Polner. Os ministros, apesar de tudo, insistiram neste domingo em censurar a atuação do Governo líbio.

“A liberdade de expressão e o direito de assembleia são direitos humanos e liberdades fundamentais de cada pessoa que devem ser respeitadas e protegidas”, assinala o texto que a Alta Representante de Relações Internacionais União Europeia, Catherine Ashton, acordou com os ministros.

A União Europeia espera total cooperação das autoridades na proteção aos cidadãos comunitários”, acrescenta.

Após o jantar deste domingo para analisar a situação no Mediterrâneo, centrada principalmente nos últimos eventos na Líbia, os responsáveis de Exteriores voltarão ao assunto nesta segunda-feira, durante a sessão formal do Conselho de Ministros realizado em Bruxelas.

Conforme as fontes comunitárias, as críticas à reação por parte do regime serão incluídas provavelmente no texto de conclusões que nesta segunda será aprovado pelos estados-membros e que, em princípio, irão ter como temas centrais Egito e Tunísia.

(com Agência EFE)