Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

União Europeia faz plano ‘massivo’ de energia verde para evitar gás russo

Ideia é facilitar transição energética para fontes renováveis, em meio às reiteradas sanções contra Moscou, segundo Comissão Europeia

Por Da Redação Atualizado em 19 Maio 2022, 14h19 - Publicado em 18 Maio 2022, 17h45

A União Europeia divulgou nesta quarta-feira, 18, um plano de 210 bilhões de euros para acabar com sua dependência de combustíveis fósseis russos até 2027. A estratégia da comissão é acelerar a transição de países europeus para a energia verde.

+ O plano da Europa para deixar de depender do petróleo e gás russos

A invasão da Ucrânia pela Rússia, principal fornecedor de gás da Europa, levou a União Europeia a repensar suas políticas energéticas. Em meio às reiteradas sanções impostas ao Kremlin, os países europeus decidiram romper a dependência dos combustíveis fornecidos pelo país governado por Vladimir Putin.

Antes da guerra, a Rússia fornecia 40% do gás do bloco e 27% de seu petróleo importado. Para afastar os países desses combustíveis, Bruxelas propôs um plano de três frentes: importação de mais gás de outros fornecedores, implantação mais rápida de energia renovável e mais esforços para economizar energia.

Lançando metas ambiciosas, a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, propôs que os países do bloco obtenham 45% da energia a partir de fontes renováveis ​​até 2030, substituindo sua proposta atual de 40%. Isso faria com que a UE mais do que dobrasse sua capacidade de energia renovável para 1.236 gigawatts até 2030, e seria auxiliada por uma lei que simplifica a implementação de projetos eólicos e solares.

Continua após a publicidade

Os 27 Estados-membros da união planejam investir na nova política energética em torno de 210 bilhões de euros até 2027 e 300 bilhões de euros até 2030. Esses valores não incluem a verba destinada ao cumprimento da meta climática do bloco em 2030, que contempla 86 bilhões de euros para energia renovável, 27 bilhões para infraestrutura de hidrogênio, 29 bilhões de euros para redes elétricas e 56 bilhões de euros para economia de energia e bombas de calor.

A Comissão recomendou que os países do continente financiem as medidas usando o “fundo de recuperação Covid-19” de 800 bilhões de euros disponibilizados pela união. O plano irá passar pela aprovação dos países e legisladores da UE.

Em uma corrida para cortar o fornecimento de gás russo a curto prazo, espera-se que a demanda da Europa em relação à Rússia caia 30% até 2030. Por enquanto, os países dependem do combustível para aquecer residências, fornecer energia à indústria e produzir eletricidade.

 

 

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)