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Unasul convoca reunião de emergência sobre Venezuela

Oposição pressiona por recontagem dos votos, e chavistas rejeitam pedido

Diante da instabilidade política na Venezuela, o governo peruano, que ocupa a presidência rotativa da Unasul, convocou uma reunião de emergência para esta quinta-feira para analisar a situação decorrente da eleição presidencial venezuelana, na qual Nicolás Maduro se declarou vencedor por uma estreita margem. A presidente Dilma Rousseff e seus colegas da Argentina, Cristina Kirchner, Uruguai, José Mujica, e Colômbia, Juan Manuel Santos já confirmaram presença no encontro, assim como o anfitrião, Ollanta Humala, segundo um funcionário em Lima.

O presidente equatoriano, Rafael Correa, não confirmou se viajará a Lima ou será representado por seu ministro de Relações Exteriores. Altos funcionários do governo não disseram se a reunião estava sendo realizada como uma demonstração de apoio a Maduro, ou se os líderes regionais querem emitir um chamado coletivo de calma à Venezuela, onde protestos irromperam desde a vitória apertada de Maduro por 1,7 ponto percentual.

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Estados Unidos não

recontagem dos votos

contagem manual de votos é impossível

“Na Venezuela, desde a Constituição de 1999 se eliminou a forma manual dos processos eleitorais. Na Venezuela, o sistema eleitoral é absolutamente sistematizado”, afirmou. “Estão enganadas as pessoas que acreditam que este tipo de contagem pode ocorrer”, completou.

Capriles, por sua vez, disse que Luisa desconhece a realidade do processo eleitoral. “Como venezuelano, acho preocupante que as pesos que estão à frente das instituições dão declarações do ponto de vista político para estar no jogo do partido no governo”, disse. “O mundo está completamente de acordo com uma auditoria porque isto fortalece a democracia”.

Chavistas – Em reunião com 20 governadores chavistas, Maduro disse na quarta que apoiará a decisão do CNE, mas recordou que diante da estreita margem de votos, já se realizou uma auditoria sobre 54% dos votos, como determina a lei, segundo ele. “O que o poder eleitoral decidir em torno do pedido da oposição vamos apoiar total e plenamente porque eles são a autoridade para todo o material eleitoral no país”, destacou Maduro.

Maduro obteve 50,8% dos votos, contra 49% para Capriles, e venceu por uma diferença de 265.000 votos. Na noite de domingo, logo após a divulgação dos resultados, Maduro defendeu uma auditoria sobre todas as urnas para “não deixar dúvidas” sobre o resultado, mas depois mudou o discurso e acusou a oposição de golpismo por tentar “vulnerar a maioria democrática” ao ignorar os resultados e pedir a recontagem dos votos. Os dois lados mobilizaram manifestações, que acabaram em oito mortes na segunda-feira, segundo o governo.

(Com agências France-Presse e Reuters)