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Unasul anuncia que Venezuela terá eleições parlamentares em setembro

União de Nações Sul-Americanas revelou preocupação com fatos que 'ameaçam a estabilidade democrática do país'

Por Da Redação 7 mar 2015, 15h52

A Secretaria Geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) informou neste sábado que as eleições parlamentares na Venezuela acontecerão no próximo mês de setembro e ressaltou que esses pleitos se apresentam como o melhor cenário para dirimir a crise política no país. Nestas eleições, cuja data não tinha sido informada até agora, será renovada a totalidade das cadeiras da Assembleia Nacional da Venezuela, cuja maioria atualmente é governista.

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A presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Tibisay Lucena, disse no último dia 25 de fevereiro que nas ‘próximas semanas’ seria definida a data do pleito e informou que as primárias para a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) aconteceriam em 17 de maio e para o governista Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) em 21 de junho.

No comunicado divulgado neste sábado em Quito, no Equador, a Unasul não especifica o dia de setembro em que serão realizadas as eleções legislativas, mas destaca sua importância. O texto oficial da Unasul recolhe declarações de seu secretário-geral, o colombiano Ernesto Samper, que preside uma comissão do organismo integrada também pelos chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador, que visita Caracas para apoiar um processo de ‘diálogo e paz’ na Venezuela.

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Samper afirmou que, para a Unasul, o pleito legislativo se apresenta como ‘o melhor cenário para que se confrontem as diferenças políticas e se dirimam as controvérsias. “Fazemos um chamado à oposição para que exerça através do processo democrático seu legítimo direito ao dissentimento”, acrescentou.

O secretário também reiterou a preocupação gerada no grupo pelas informações sobre aparentes tentativas desestabilizadoras na Venezuela: “Recebemos uma importante informação sobre fatos de ordem nacional e internacional que estão ameaçando a estabilidade democrática do país, que registramos com preocupação’, destacou Samper, que se reuniu nesta sexta com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Além de reunir-se com o governo e a oposição, a comissão se encontrou com diversos poderes públicos, como a Corte Suprema de Justiça, o Ministério Público e o Conselho Nacional Eleitoral, organismos cuja atuação centrou muitas queixas de grupos opositores.

(Com agência EFE)

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