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“Uma punhalada nas costas”, diz Putin sobre derrubada de avião pela Turquia

Presidente russo negou que um de seus caças tenha invadido território turco e acusou o país de colaborar com o terrorismo

Por Da Redação 24 nov 2015, 11h41

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, considerou que a derrubada de um avião russo pela Turquia foi “uma punhalada nas costas” e acusou o país de ser “cúmplice do terrorismo”. Segundo ele, esse acontecimento “terá graves consequências para as relações” entre as duas nações.

Na manhã desta terça-feira, o governo turco confirmou que um de seus caças abateu uma aeronave russa que havia invadido o seu espaço aéreo, em uma área próxima à fronteira com a Síria. As autoridades do país disseram que derrubaram o avião após advertências terem sido ignoradas pelos pilotos e que a ação foi uma forma de defender-se. Segundo o governo da Rússia, porém, o jato permaneceu o tempo todo em território sírio.

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Em viagem à Jordânia, Putin disse que o caça não ameaçava a Turquia, uma vez que estava a um quilômetro de distância da fronteira com o país. “Nosso avião foi derrubado em território sírio por um foguete disparado por um caça turco F-16 e caiu a quatro quilômetros da fronteira”, disse. De acordo com o presidente, seus aviões sobrevoavam nesta terça-feira a região montanhosa de Latakia, no norte da Síria, onde há guerrilheiros russos.

Putin também criticou o governo turco por ter se dirigido à Otan para abordar o incidente, e não ter feito contato com Moscou. “Nunca permitiremos que se cometam crimes como o de hoje”, disse.

Pilotos – Segundo o jornal britânico The Guardian, imagens da agência de notícias turca Anadolu mostraram os dois pilotos do caça russo saltando de paraquedas antes da queda do avião. A imprensa turca afirma que um deles foi capturado e morto por um grupo de turcomenos, mas não há informações sobre o outro homem.

A Rússia aumentou a sua ofensiva contra a Síria, principalmente depois de confirmar que o Estado Islâmico (EI) foi responsável pela queda de um avião russo no Egito, em outubro. Uma coalizão internacional formada por Estados Unidos e França também tenta combater o grupo jihadista realizando ataques aéreos no país. Porém, enquanto os russos têm aliança com o ditador sírio Bashar al-Assad, franceses, americanos e turcos se opõem a ele.

(Da redação)

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