🔥 Mês do Cliente: Receba 4 Revistas Impressas por apenas R$ 35,90/mês. Aproveite!

Uma em três pessoas não tem dinheiro para dieta considerada saudável, revela ONU

Preço diário de US$ 4,28 para alimentação adequada impõe restrições para 2,7 bilhões de indivíduos, em especial na África e Ásia

Por Luiza Zubelli 21 jul 2026, 15h25 | Atualizado em 21 jul 2026, 15h26
Uma em três pessoas não tem dinheiro para dieta considerada saudável, revela ONU Priorizar nos meus resultados Google

Um novo relatório de cinco agências especializadas da Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que uma em cada três pessoas no mundo não tem condições de ter uma alimentação saudável. De acordo com o documento divulgado nesta terça-feira, 21, faltam recursos para ao menos 2,7 bilhões de indivíduos para manter uma dieta diversificada que atenda suas necessidades nutricionais. O texto alerta ainda que será necessário um esforço “imenso” para atingir a meta global de fome zero até 2030. 

O relatório “Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026” calculou que o custo diário de uma dieta saudável é de US$ 4,28 em paridade do poder de compra (PPC). “A linha da pobreza extrema é de US$ 3 por pessoa (PPC). Portanto, o preço é significativamente mais alto”, disse Maximo Torero, economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), um dos autores do relatório.

O especialista afirma que as políticas governamentais normalmente se concentram em cereais e alimentos básicos ricos em amido, em vez de carne, laticínios, frutas e verduras. “Isso significa calorias, mas não diversidade alimentar”, afirmou, destacando o impacto da política alimentar nos índices de obesidade e doenças como câncer e diabetes

O outro lado da moeda

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), outra agência das Nações Unidas responsável pelo relatório, mostram que a obesidade em adultos aumentou de 12,1% em 2012 para 16,2% em 2024. “É extremamente urgente”, declarou Torero. “A obesidade (entre adultos) está crescendo a um ritmo muito acelerado, então precisamos trabalhar intensamente para minimizar esses riscos e os custos ocultos que esse aumento da obesidade trará.”

Continua após a publicidade

Segundo ele, mais investimentos em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento são necessários para minimizar o impacto da doença. A solução apresentada no relatório sugere que cadeias de suprimentos mais eficientes poderiam reduzir os custos da carne e dos laticínios, bem como das frutas e verduras. Novas políticas para incentivar um maior consumo de frutas e verduras também poderiam trazer benefícios, de acordo com Torero. Tais medidas reduziriam o impacto econômico dos problemas de saúde relacionados a dietas inadequadas.

A alimentação em números

Na África, 66,6% da população não tinha condições de ter uma alimentação saudável em 2025, mais que o dobro dos níveis observados na Ásia ou na América Latina e Caribe. Pela primeira vez, apontou o relatório, o continente africano responde pelo maior número de pessoas que passam fome no mundo, com cerca de 309 milhões de indivíduos, enquanto a Ásia fica logo atrás, com 292 milhões. 

Continua após a publicidade

O economista-chefe da FAO indicou que o aumento é impulsionado principalmente pelo maior crescimento populacional no continente, uma vez que a proporção da população que passa fome está diminuindo “pela primeira vez em anos”. No entanto, Torero ressaltou que as restrições à navegação no Estreito de Ormuz, relacionadas ao conflito no Oriente Médio, provavelmente afetarão os números negativamente no próximo ano.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão O MÊS É DO CLIENTE. e em branco A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua.. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos, e ao lado, uma árvore estilizada em verde-limãoMão segurando um smartphone com aplicativo de notícias exibindo manchetes e produtos, ao lado do texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua em fundo verde-escuro, com um ícone de árvore no canto superior direito
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Básico

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Completo (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).