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Um final atribulado para Mandela

Nelson Mandela deu lições de paz e de tolerância, mas antes mesmo de ele morrer os familiares só fazem brigar pela herança e pelo funeral

Por Tatiana Gianini
29 jun 2013, 12h46

Na tribo xhosa, do ex-presidente Nelson Mandela, é um tabu discutir a morte de uma pessoa enquanto ela ainda está viva. A regra foi ignorada da pior forma nas últimas três semanas, enquanto Mandela permanecia internado em um hospital em Pretória, na África do Sul, por causa de uma infecção pulmonar persistente. Nesta terceira internação desde o início do ano, acentuaram-se as disputas sobre a divisão de seu patrimônio entre os herdeiros, sobre o lugar onde ele seria enterrado e sobre o uso político de sua imagem. Mandela nunca deu instruções exatas para seu funeral. Apenas indicou o desejo de ter uma cerimônia singela em Qunu, a aldeia para a qual se mudou quando ainda era criança. Ali estavam enterrados três filhos seus. Em 2011, porém, os restos mortais deles foram misteriosamente exumados e transferidos para a aldeia natal de Mandela, Mvezo, onde vive Mandla, de 38 anos, seu neto mais velho. Mandla diz ser o herdeiro da linhagem e o líder do clã, no que é duramente criticado pelos demais membros da família. Eles o acusam de ter roubado os corpos do pai e dos tios para assegurar que Nelson Mandela seja enterrado na mesma aldeia. O túmulo do avô daria fama ao local e atrairia turistas. Dezessete parentes de Mandela entraram na Justiça contra Mandla e conseguiram, na sexta-feira passada, uma liminar para que os restos mortais retornem a Qunu. Dias antes, havia sido convocada uma reunião familiar para decidir sobre o iminente funeral de Mandela. Mandla saiu antes do fim, e aparentemente nenhuma decisão foi tomada. Uma das alternativas seria colocar o corpo em um museu, para servir de lugar de peregrinação – o que iria contra o que Mandela sempre disse e escreveu sobre sua aversão à tentativa de mitificá-lo.

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