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Um dos suspeitos de envenenar ex-espião russo é médico militar, diz site

Sergei Skripal e sua filha Yulia foram atacados com substância química fabricada na Rússia em março

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 20h07 - Publicado em 9 out 2018, 12h44

O portal de jornalismo The Bellingcat identificou Alexander Mishkin, um médico militar russo, como um dos suspeitos de envenenar o ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia no Reino Unido.

Há duas semanas, o site identificou o coronel do Departamento Central de Inteligência da Rússia (GRU) Anatoliy Chepiga como o primeiro dos dois suspeitos de terem atacado os Skripal em março com uma substância química de uso militar conhecida como Novichok.

As autoridades britânicas divulgaram em setembro as imagens e as identidades de dois homens, apontados como agentes do Kremlin e supostos culpados pelo ataque, mas alertou para a possibilidade de que os nomes que utilizaram para entrar no Reino Unido poderiam ser falsos.

Os dois suspeitos, que se apresentavam como Ruslan Boshirov e Alexander Petrov, disseram pouco depois à emissora russa RT que são empresários dedicados à indústria fitness e viajaram apenas para a turismo Salisbury, na Inglaterra, quando aconteceu o ataque aos Skripal. Eles negam participação no envenenamento.

O portal, que colaborou com o site russo The Insider, afirma que Boshirov é na realidade o coronel Chepiga e que Petrov é Alexander Mishkin, um “médico empregado pela GRU”.

Para identificá-lo, o portal afirma que utilizou “depoimentos de pessoas conhecidas” por Mishkin, assim como documentos identificáveis, como uma cópia de seu passaporte.

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Segundo as fontes consultadas pelo site, Mishkin, de 39 anos, estudou em uma academia militar de medicina e foi agenciado pelos serviços de inteligência quando se preparava para ser médico na Marinha russa.

O caso

Skripal morava no Reino Unido desde 2010. O russo recebeu alta após meses internado em 18 de maio e sua filha Yulia, em 11 de abril.

Em junho, outras duas pessoas foram envenenadas com Novichok de fabricação russa. Os britânicos Dawn Sturgess e Charlie Rowley foram envenenados com um frasco de perfume intoxicado com a substância.

Sturgess, de 44 anos, morreu no dia 8 de julho por causa da intoxicação, enquanto seu parceiro já recebeu alta. Segundo a primeira-ministra britânica Theresa May, os dois russos identificados como Petrov e Boshirov também são suspeitos por esta segunda morte.

As autoridades russas negam qualquer envolvimento e afirmam que o Reino Unido não apresenta provas, apesar das imagens de vídeo de Petrov e Boshirov em Salisbury divulgadas por investigadores britânicos.

O caso gerou grande comoção internacional e se transformou em um conflito diplomático entre a Rússia e as potências ocidentais.

(Com EFE)

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