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Um dia antes das legislativas, democratas estão receosos

Eles sabem que não será fácil conseguir a maioria das cadeiras em disputa

Por Da Redação 1 nov 2010, 09h02

A eleição de meio de mandato é tradicionalmente considerada como um referendo do governo

O presidente americano, Barack Obama, e seus companheiros democratas estão convencidos de que não vai ser fácil vencer as eleições legislativas do dia 2 de novembro. Com a maioria na Câmara dos Deputados já considerada perdida, o partido espera preservar pelo menos a maior parte das cadeiras no Senado. No domingo, em seu último discurso na campanha, Obama implorou aos democratas e simpatizantes que votem e convençam a votar todos os seus possíveis eleitores. No pleito, os americanos renovam todas as 435 cadeiras da Câmara de Representantes, um terço do Senado e 37 dos 50 governadores.

A eleição de meio de mandato é tradicionalmente considerada como um referendo do governo. Neste ano de recuperação econômica lenta e desemprego elevado, a tendência é que o presidente sofra uma derrota comparável à de Bill Clinton, em 1994. Atualmente controlado pelos democratas, o Senado é a instância legislativa que decide as políticas comercial, exterior e de defesa dos EUA. Para tornar-se majoritário, o Partido Republicano precisa de mais dez vagas.

Também no domingo, o governo Obama garantiu que não fará composições com a oposição republicana e não recuará em sua agenda, mesmo diante da inevitável perda do controle da Câmara dos Deputados pela base governista. A sinalização surgiu no discurso de 35 minutos, em Ohio, com o qual Obama sua participação nas eleições legislativas de 2 de novembro. “Não vamos voltar atrás. Vamos continuar remando na direção correta”, afirmou, de um palco montado no ginásio de esportes da Universidade Estadual de Cleveland diante de uma arquibancada ocupada apenas pela metade.

Termômetro – A escolha do estado não foi aleatória. Na eleição de meio de mandato, Ohio é considerado um termômetro. O resultado local dará a medida das dificuldades e chances de Obama conseguir sua reeleição em 2012. Ohio também é o reduto do principal adversário dele no Congresso, o deputado John Boehner, que deverá ser reeleito para a presidência da Câmara.

Atual líder da minoria republicana na Câmara, Boehner mobilizou sua bancada contra a aprovação das reformas dos planos de saúde e do setor financeiro, do pacote de estímulo econômico e até mesmo da extensão da vigência do seguro desemprego. Como presidente da Casa, deverá criar os obstáculos possíveis a futuras propostas do Executivo, como o fim da redução de impostos para a fatia mais rica da população e a adoção de benefícios tributários permanentes para a classe média.

Embora mais contido nos ataques a Boehner do que na visita anterior a Ohio, em setembro, Obama não se esqueceu do oponente. “Ele diz que seu objetivo é vencer a eleição e bater em mim. Essa é a mentalidade.”

(Com Agência Estado)

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