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Ultraconservadores alcançam maioria absoluta na Polônia, segundo pesquisa

O partido nacionalista-ultraconservador Lei e Justiça (PiS) é o ganhador virtual das eleições gerais realizadas neste domingo na Polônia, segundo indicam as pesquisas de boca de urna. Se a vantagem se confirmar, o partido conseguirá governar sozinho e desbancar os liberais da Plataforma Cívica após oito anos.

Segundo os resultados dessa pesquisa divulgada pelo canal da televisão privada “TVN24”, o PiS teria obtido 39,1% dos votos (242 cadeiras das 460), enquanto o partido Plataforma Cívica ficaria na segunda posição com 23,4% (133 deputados), em um pleito no qual a participação estimada é de 51,6%.

“Quero dedicar esta vitória a nossos companheiros falecidos no acidente aéreo de Smolensk”, disse o presidente de Lei e Justiça, Jaroslaw Kaczynski, em referência aos políticos de seu partido, entre eles seu irmão gêmeo, Lech, então chefe de Estado do país, mortos no acidente do avião presidencial em 2010 no aeroporto russo de Smolensk.

Kaczynski foi nesta noite o encarregado de dar o primeiro discurso de vitória, embora ao longo de toda a campanha eleitoral o histórico líder do Lei e Justiça se manteve em um segundo plano, atrás da líder da candidatura de seu partido, Beata Szydlo, a próxima primeira-ministra da Polônia.

As projeções da “TVN24” confirmam em parte as pesquisas dos últimos dias de campanha, que apesar de preverem a vitória dos nacionalistas-conservadores, não esperavam uma vitória tão folgada e menos ainda uma maioria que lhes permitirá governar sozinho.

Nem o bom desempenho da economia, nem as reformas tributárias, nem o discurso de medo contra o Lei e Justiça permitiram que a candidata liberal, a primeira-ministra Ewa Kopacz, fosse reeleita.

A própria Kopacz reconheceu, após conhecer as primeiras pesquisas, sua derrota e felicitou Szydlo.

Pela primeira vez desde a queda do comunismo, a esquerda ficaria sem representação parlamentar, já que a coalizão de partidos dessa frente liderada pelo SLD teria colhido apenas 6,6% dos votos, abaixo do umbral mínimo para conseguir cadeiras (8% para coalizões).

(com EFE)