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Últimos pilotos americanos no Iraque retornam aos EUA

Baltimore (EUA), 20 dez (EFE).- Dezenas de membros da Força Aérea dos Estados Unidos destacados no Iraque voltaram nesta terça-feira a pisar em solo americano, deixando para trás uma guerra que, após dezenas de milhares de mortos e oito anos de disputa, agora chega ao fim.

Desde o último dia 15, quando houve a cerimônia de retirada da bandeira americana em Bagdá, deu-se por concluída oficialmente uma guerra que começou em 2003 com o objetivo de derrubar Saddam Hussein e encontrar armas de destruição em massa que, como se demonstrou depois, nunca existiram.

Mais de 1,5 milhão de americanos serviram no Iraque e mais de 1,5 milhão de famílias sofreram à distância a incerteza de um ente querido a milhares de quilômetros colocando a própria vida em jogo.

Nesta terça-feira, na cidade de Baltimore, os familiares dos últimos pilotos destacados no Iraque esperavam ansiosos para voltar a vê-los, dessa vez com a certeza de que não retornarão ao país árabe – pelo menos não para servir no mesmo conflito.

O aeroporto de Baltimore estava cheio de famílias e de superiores da Força Aérea. Eles agradeceram e parabenizaram os pilotos por terem servido aos EUA.

Carol Shafran, mãe da major Stacey Shafran, esperava junto a seu marido pela chegada da filha, que há seis meses atuava no Iraque. ‘É o melhor presente que poderiam me dar de Natal’, reconhece Carol à Agência Efe, visivelmente emocionada.

‘Ver minha filha aqui de novo é um sentimento que não posso explicar. Para uma mãe, é muito duro saber que sua filha está no meio de uma guerra, mas também me sinto muito orgulhosa do que ela fez tanto pelo Iraque como pelos Estados Unidos’, acrescentou.

Na Base Aérea de Andrews (Maryland), em outra cerimônia, o general que liderou a retirada das tropas, Lloyd Austin, entregou ao presidente Barack Obama a bandeira do Exército que foi arriada em Bagdá na semana passada. EFE