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UE vai impor novas sanções contra Síria

Por Joseph Eid 21 set 2011, 14h18

A União Europeia vai impor no sábado novas sanções contra a Síria, que incluirão a proibição de investir no setor petroleiro e de fornecer moedas e notas ao seu banco central, afirmaram diplomatas nesta quarta-feira.

Nesta quarta-feira foi alcançado em Bruxelas um acordo preliminar sobre um sétimo pacote de sanções contra o regime de Bashar al-Assad para que ponha fim à brutal repressão da revolta contra o poder iniciada em meados de março.

As sanções serão adotadas na sexta-feira e sua publicação no dia seguinte no Boletim Oficial oficializará sua entrada em vigor, afirmaram diplomatas europeus à AFP.

Além disso, serão acrescentadas duas pessoas e seis empresas à lista de líderes do regime e de empresas suspeitas de financiá-los, sobre os quais recai um congelamento de bens e a proibição de vistos.

As duas novas pessoas pertencem ao meio mais próximo de Bashar al-Assad, segundo a fonte.

Entre as seis novas empresas figuram uma rede de televisão, cujo nome não foi divulgado, duas companhias de telecomunicações e três empresas que abastecem o exército sírio, de acordo com uma fonte diplomática.

Empresas baseadas na Áustria, Alemanha e Bélgica imprimem atualmente notas para o banco central sírio, de acordo com fontes diplomáticas.

A proibição de novos investimentos no setor petroleiro também é dirigida a empresas sírias ativas no exterior, e consistiria em proibir todos os empréstimos, compras de ações ou criações de joint-ventures, afirmou um diplomata. Esta medida se refere apenas aos novos investimentos, e não aos que já estão em curso.

No início do mês a UE já havia decretado um embargo sobre as importações de petróleo sírio.

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