Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

UE: Se crise síria piorar, mais de 3 milhões de refugiados devem chegar à Europa

'Uma vitória de Assad é mais provável hoje por causa do engajamento do Irã e da Rússia e irá resultar na próxima onda imigratória', disse presidente do Conselho Europeu

Mais de três milhões de sírios devem procurar refúgio na Europa se o regime de Bashar Assad prevalecer na Síria com a ajuda da Rússia e do Irã – o que torna essencial que a União Europeia (UE) recupere o controle sobre suas fronteiras externas -, disse nesta terça-feira o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. “Hoje, milhões de potenciais refugiados e imigrantes estão sonhando com a Europa, não só da Síria, mas também da África, Afeganistão, Paquistão, Iraque e outros lugares. Para todos os refugiados, o fácil acesso para a Europa e a falta de fronteiras externas tornaram-se um ímã, atraindo-os para nós”, disse Tusk ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Desde o início do ano, cerca de 550.000 imigrantes e refugiados chegaram na Europa, principalmente através da Turquia, Itália, Grécia e dos países balcânicos. “Uma vitória potencial do regime de Assad é mais provável hoje por causa do engajamento do Irã e da Rússia na Síria e irá resultar na próxima onda imigratória. De acordo com estimativas, mais três milhões de refugiados em potencial podem vir de Aleppo e sua vizinhança”, disse ele.

Leia também

Alemanha pode receber até 1,5 milhão de imigrantes em 2015

Alemanha afirma que 5 bilhões de euros são necessários para melhorar vida de refugiados

Menor imigrante morre atropelado tentando atravessar o Eurotunel

Os governos europeus e as instituições da UE têm lutado por uma resposta coerente a este afluxo sem precedentes de pessoas, com alguns fechando suas fronteiras, em seguida, reabrindo, a Hungria construindo cercas fronteiriças e a Alemanha abrindo suas portas a todos os refugiados sírios. Tusk disse que a Alemanha, que há mais de uma semana tinha permitido a passagem livre para os imigrantes entrarem no país, exibiu “belos gestos morais que todos nós apreciamos muito”. Mas controlar as fronteiras externas da UE foi uma condição prévia para uma “política imigratória eficaz, humanitária e de segurança”, acrescentou.

(Da redação)