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UE respalda envio de forças internacionais para a Síria

Proposta foi feita à ONU pela Liga Árabe no intuito de acabar com a violência

Por Da Redação 13 fev 2012, 09h36

A União Europeia (UE) anunciou nesta segunda-feira que apoia a iniciativa da Liga Árabe sobre a Síria, incluindo o pedido ao Conselho de Segurança de formar uma força conjunta da ONU e dos países árabes para acabar com a violência no país. “Apoiamos fortemente qualquer iniciativa destinada a acabar de imediato com a violenta repressão, incluindo uma maior presença árabe no local, em cooperação com a ONU, para obter um cessar-fogo e o fim da violência”, declarou Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.400 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.

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“Estamos em contato constante com o secretário-geral da Liga Árabe e as Nações Unidas para examinar a forma de colocar isto em prática o mais rápido possível”, completou. As decisões tomadas no domingo pelos ministérios das Relações Exteriores da Liga Árabe são “corajosas”, disse, antes de celebrar “o claro compromisso e a liderança que a Liga Árabe assume para resolver a crise na Síria”.

Regime – Ignorando a pressão, o regime sírio disse estar determinado a “restabelecer a segurança” no país, onde tenta sufocar os protestos contra Assad há 11 meses.”Nem esta decisão nem outras impedirão que o governo sírio assuma suas responsabilidades de proteger seus cidadãos e restabelecer a segurança e da estabilidade”, afirma uma fonte do governo sírio citado pela agência oficial Sana. “A Síria rejeita as decisões (da Liga Árabe), que constituem uma interferência flagrante nos assuntos internos do país e um ataque à soberania nacional”, acrescentou.

O dia já começou com novos bombardeios à cidade de Homs, reduto da oposição. Na repressão que já dura nove dias, mais de 500 pessoas foram mortas. A cidade apelidada de “a capital da revolução” não tem mais pão, já que a maioria das padarias está fechada. Segundo os militantes, a Crescente Vermelha síria anunciou que distribuiria alimentos e medicamentos para milhares de pessoas.

(Com agência France-Presse)

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