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União Europeia recomendará volta de restrições para viagens dos EUA

Outros cinco países também serão afetados após aumentos de casos de Covid-19 e exigências devem incluir quarentena e testes para detecção do vírus

Por Da Redação Atualizado em 30 ago 2021, 12h58 - Publicado em 30 ago 2021, 12h57

A União Europeia deve recomendar a Estados-membros nesta segunda-feira, 30, a reimposição de restrições de viagens ligadas à Covid-19 e a suspensão de viagens não essenciais de residentes dos Estados Unidos e outros cinco países, afirmou uma fonte diplomática à rede americana CNN.

De acordo com o veículo, o bloco pretende reestabelecer restrições como quarentena e exigências de testes para viajantes não vacinados dos países afetados, que incluiriam Kosovo, Israel, Montenegro, Líbano e Macedônia do Norte. A decisão pode ser formalizada já nesta segunda-feira se não houver objeção de um dos membros.

Em junho, o Conselho Europeu havia recomendado a suspensão de restrições a viagens não essenciais para diversos países, incluindo os EUA. No entanto, o país passa por um aumento de casos em seu território, sobretudo ligados à variante Delta entre não vacinados.

Quando o bloco anunciou a reabertura gradual de suas fronteiras, iniciada em junho, apontou que apenas cidadãos vacinados de países considerados “seguros” poderão entrar. E a régua que determina qual país é seguro é alta: só nações que registrem no máximo 25 novos casos de Covid-19 a cada 100.000 habitantes nos catorze dias anteriores à viagem. Os europeus alertaram, porém, que a lista e as regras poderiam ser revisadas a cada quinze dias.

Nas duas primeiras semanas de agosto, os EUA atingiram 507 novos casos de Covid-19 por 100.000 habitantes, de acordo com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças. Embora 52,1% da população americana estejam completamente vacinados, segundo dados publicados no sábado por Washington, há estados com baixa adesão à  campanha de imunização.

Após a permissão para entrada de americanos totalmente vacinados, as rotas aéreas entre a União Europeia e os EUA atingiram quase metade dos níveis pré-pandemia. Diversas companhias aéreas já se preparavam para uma retomada de operações, com a Lufthansa afirmando no início deste mês que já mirava a abertura completa da América do Norte e a Air France planejando retomar 70% de sua capacidade, prevendo um retorno no fluxo de passageiros.

“Retomar os bloqueios seria decepcionante para as companhias aéreas da Europa, sem mencionar nosso setor de turismo, que se beneficiou muito com o fluxo de viajantes americanos desde que as restrições foram removidas em junho”, afirmou em comunicado o grupo de lobistas Airlines for Europe. 

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