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UE rebate declarações de Ahmadinejad sobre 11/9

Presidente do Irã afirmou que atentados foram "complô" dos EUA

Por Da Redação - 24 set 2010, 09h44

“A afirmação do presidente iraniano de que os Estados Unidos foram, de alguma forma, responsáveis pelos atentados e que a maioria dos americanos também pensa assim é escandalosa e inaceitável”

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, rebateu nesta sexta-feira as declarações polêmicas de Mahmoud Ahmadinejad sobre os atentados terroristas de 11 de Setembro, feitas durante a 65ª Assembleia Geral da ONU, no dia anterior, em Nova York.

“A afirmação do presidente iraniano de que os Estados Unidos foram, de alguma forma, responsáveis pelos atentados e que a maioria dos americanos também pensa assim é escandalosa e inaceitável”, declarou Catherine em comunicado. “Esta é a razão pela qual todos os representantes dos 27 países da União Europeia abandonaram a Assembleia Geral da ONU”, justificou.

Diplomatas americanos e europeus deixaram a sede das Nações Unidas enquanto Ahmadinejad discursava. Eles se irritaram ao ouvir o presidente iraniano dizer que os ataques terroristas foram resultado de uma conspiração “orquestrada” por “certos setores do governo americano” e que grande parte da população, inclusive de outros países, “está de acordo com este ponto de vista”.

A primeira reação partiu do porta-voz da missão americana na ONU, Mark Kornblau. “Em vez de representar as aspirações e a boa vontade dos iranianos, Ahmadinejad quis, mais uma vez, divulgar suas teorias vulgares de conspiração e seus comentários antissemitas, que são tão repugnantes e ilusórios quanto previsíveis”, criticou.

Teorias – O presidente iraniano ainda acusou os EUA de criar “uma máquina de propaganda” logo após o episódio com o único intuito de invadir o Afeganistão e o Iraque. “Se 3.000 pessoas morreram no 11 de Setembro, e nós estamos tristes por isso, centenas de milhares foram mortos” nestes dois países, disse ele, que ainda se atreveu a dar “dicas” de como combater o terrorismo.

As provocações de Ahmadinejad foram feitas logo depois do discurso do presidente americano, Barack Obama, que dedicou-se a falar da relação com o Oriente Médio. Especificamente sobre o Irã, Obama fez questão de destacar que “a porta da diplomacia segue aberta”, mas exigindo que o país cumpra seus compromissos internacionais e renuncie ao enriquecimento de urânio.

(Com agência France-Presse)

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