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UE: Irã terá consequências se confirmado o complô

Teerã teria planejado matar embaixador saudita nos EUA em ataque terrorista

Por Da Redação 12 out 2011, 10h19

A União Europeia (UE) advertiu nesta quarta-feira ao regime do Irã que, se confirmado o suposto envolvimento da República Islâmica no plano de assassinato do embaixador saudita nos Estados Unidos, isso representaria uma grave violação do direito internacional e teria “graves consequências”. “Estamos abordando o assunto com grande preocupação”, declarou em entrevista coletiva a porta-voz de Política Externa da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), Maja Kocijancic.

Entenda o caso

  1. • Os Estados Unidos acusam o Irã de armar um complô para matar o embaixador saudita em Washington, Adel al-Jubeir, em um ataque terrorista.
  2. • Um agente secreto da DEA (agência antidrogas) no México se fez passar por um narcotraficante para participar do atentado, que culminaria na explosão de uma bomba na capital americana.
  3. • Mansor Arbabsiar, um iraniano de 56 anos naturalizado americano, foi preso no dia 29 de setembro ao voltar do México após realizar várias reuniões com esse falso narcotraficante – e teria admitido o plano.
  4. • Outro iraniano suspeito, Gholam Shakuri, membro do grupo de elite militar Al-Qods, que faz parte da Guarda Revolucionária e teria planejado tudo, está foragido.


Os Estados Unidos acusaram na terça-feira o Irã de tentar assassinar o embaixador saudita em Washington, em um complô descoberto graças a um agente americano no México que se fez passar por narcotraficante interessado em efetuar o ataque e entrou contato com os iranianos encarregados da operação. O complô foi “concebido, financiado e dirigido do Irã”, declarou em uma entrevista coletiva à imprensa o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder.

Barack Obama telefonou para o embaixador saudita, Adel Al-Jubeir, para manifestar sua solidariedade, informou a Casa Branca. “O presidente Obama ressaltou que os Estados Unidos acreditam que esta conspiração é uma flagrante violação das leis americanas e internacionais”, disse um alto funcionário após a conversa entre os dois.

A porta-voz da UE afirmou que a “suposta participação de iranianos e da Guarda Revolucionária iraniana” representa um ato muito grave que pode desencadear “sérias implicações internacionais”. “Estamos em contato com as autoridades americanas para conseguir o máximo possível de informações”, declarou Kocijancic. A UE espera que as investigações da Justiça americana esclareçam o assunto. “Pedimos ao Governo do Irã que coopere plenamente com os Estados Unidos”, acrescentou.

Fontes da missão do Irã na ONU rejeitaram “categoricamente” o envolvimento de Teerã na trama terrorista. Ainda assim, a secretária americana de Estado, Hillary Clinton, pediu que seja enviada “uma mensagem bastante dura” a Teerã.

(Com agências EFE e France-Presse)

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