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UE espera que Rio+20 dê resultados “reais e irreversíveis”

Comissário europeu do Meio Ambiente, Janez Potocnik, afirma que espera que o Brasil "grandes ambições para conseguir compromissos concretos

A União Europeia vai lutar para que a Rio+20 alcance “resultados ambiciosos, irreversíveis e que tenham um impacto real’, afirmou nesta quarta-feira o comissário europeu do Meio Ambiente, Janez Potocnik. Em discurso em Bruxelas, Potocnik falou das expectativas da UE para a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.

Potocnik reconheceu que as negociações serão duras, pois “não há suficiente progresso nem acordo algum no conceito de economia verde e sua iniciada e no desenvolvimento sustentável dentro dos Objetivos do Milênio” da ONU. O comissário destacou o papel-chave que o Brasil terá como país anfitrião: ‘Esperamos que o Brasil tenha grandes ambições para conseguir compromissos concretos e firmes até o ponto de serem irreversíveis’.

Potocnik também minimizou a importância da pouca presença de líderes europeus na Rio+20. Para ele, “a UE falará com uma só voz, clara e forte”. “Os estados-membros sabem que se compartilharmos a mesma mensagem teremos mais possibilidades de sucesso”, destacou.

O comissário confessou que para ele um êxito já seria a aceitação de um documento mais ou menos concreto com linhas gerais ou, pelo menos, um apoio claro à economia verde. “A economia verde é uma estratégia de sobrevivência que mudará nosso modelo de crescimento e de utilização dos recursos naturais a fim de evitar que as próximas gerações fiquem sem comida e trabalho”, insistiu.

Conseguir pactos perante a situação que enfrentam as camadas mais desfavorecidas da sociedade são, para a UE, uma urgência: ‘Serão os pobres que sofrerão mais se continuamos com um crescimento não sustentável, pois eles dependem diretamente da terra, do ar, da água e dos oceanos”, afirmou.

O comissário do Meio Ambiente descreveu também a necessidade de uma nova estrutura de transporte para diminuir a pressão contra o meio ambiente e ressaltou que os países que aproveitarem o capital natural de maneira sustentável serão “os vencedores de amanhã”.

Sobre a importância da economia verde, Potocnik indicou que ela significaria a criação de entre 15 e 60 milhões postos de trabalho nos próximos anos no mundo todo. Em relação ao setor privado, o comissário antecipou um acordo que será fechado na Rio+20: “Todas as empresas que cotem em bolsa terão que incluir a sustentabilidade em seus relatórios anuais, ou explicar o motivo de não fazê-lo”.

(Com EFE)

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