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UE envia mais navios ao mar Mediterrâneo para resgate de imigrantes

Ação já faz parte das medidas acordadas nesta quinta pelos líderes europeus em Bruxelas. A UE também vai pedir autorização da ONU para utilizar forças militares no Mediterrâneo

Por Da Redação 24 abr 2015, 12h47

A Frontex, agência de fronteiras da União Europeia, enviou mais navios ao Mar Mediterrâneo em resposta a um êxodo mortal de imigrantes que deixaram a Líbia. A porta-voz de imigração da União Europeia (UE), Natasha Bertaud, disse nesta sexta-feira que “a área das operações precisa ser expandida”. Segundo ela, um novo plano operacional para a missão será acordado com as autoridades italianas e que estará pronto nos próximos dias. Os líderes da UE prometeram ontem em Bruxelas dobrar o tamanho da operação e triplicar o orçamento.

Os críticos, sobretudo ONGs e agências humanitárias, dizem que a operação é ineficaz para lidar com o afluxo de imigrantes porque as tarefas podem ser feitas apenas a uma distância limitada e curta e não permite que os barcos se aproximem da costa da Líbia. Já a Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu bem o plano da UE de triplicar o tamanho da missão de buscas navais no Mediterrâneo, mas ressaltou que o teste-chave será salvar vidas, além da chance de asilo para os que fogem das guerras.

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A UE deu garantias de que haverá capacidade, recursos e alcance comparáveis à operação italiana Mare Nostrum, que acabou há seis meses, informou o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Quatro dias após cerca de 800 pessoas se afogarem ao tentar ir da Líbia para a Europa, líderes da UE aceitaram, durante uma cúpula emergencial na quinta-feira, restaurar o fundo para missões navais de busca ao mesmo nível do existente ano passado. Cerca de metade das pessoas que atravessaram o Mediterrâneo no ano passado estava fugindo de guerras ou perseguição na África e Oriente Médio e, portanto, merecendo a condição de refugiado, informou o Acnur.

Isso levou a Europa a providenciar acesso à condição de refugiado por outros meios legais e a enunciar o que as novas medidas vão significar para o reassentamento e relocação de imigrantes. “Em ultima análise, o teste mostrará se veremos redução nas vidas perdidas, acesso eficaz à proteção na Europa sem precisar cruzar o Mediterrâneo e um sistema eficiente para asilo europeu, que faça jus ao compromisso de solidariedade e compartilhamento de responsabilidade”, disse o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards.

Ação militar – Os líderes europeus decidiram buscar o aval das Nações Unidas para uma operação militar contra o tráfico de pessoas a partir da Líbia. Matteo Renzi, primeiro-ministro italiano, disse que França e Grã-Bretanha apresentarão uma resolução ao Conselho de Segurança da ONU com o objetivo de obter autorização legal para a operação militar. A empreitada está a cargo da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, e a ação terá como objetivo “capturar e destruir” os barcos utilizados pelos traficantes de pessoas. Ainda não foram revelados os detalhes de uma eventual operação militar, quanto países integrariam as tropas e nem quantos homens seriam utilizados.

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Mapa mostra as últimas tragédias envolovendo imigrantes ilegais no Mar Mediterrâneo VEJA

(Da redação)

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