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UE disponibiliza 20 milhões de euros para ajudar população síria

Bruxelas, 23 jul (EFE).- A Comissão Europeia anunciou nesta segunda-feira que enviará 20 milhões de euros (R$ 49,2 milhões) à Síria para proporcionar assistência médica, segurança, água e comida aos mais atingidos pelo conflito no país.

A Comissão disse que as ajuda destinadas à população síria desde o começo da crise já ultrapassa 63 milhões de euros (R$ 115,1 milhões). Deste montante, 40 milhões (R$ 98,4 milhões) correspondem à ajuda humanitária e 23 milhões (R$ 56,6 milhões) à ajuda complementar para garantir meios de subsistência.

A nova contribuição foi anunciada no mesmo dia em que os ministros das Relações Exteriores da UE se reúnem em Bruxelas (Bélgica) para aprovar novas sanções contra o regime de Bashar Al Assad.

Os ministros da França, Laurent Fabius, e do Reino Unido, William Hague, assim como a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, pediram que os esforços aumentem para que o povo sírio possa ter acesso à assistência básica em um momento no qual os combates entre as forças de Assad e os rebeldes se intensificam.

A comissária europeia de Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, afirmou que milhares de sírios se encontram em uma ‘situação desesperada’. As necessidades ‘são enormes dentro do país, mas também estão aumentando nos países vizinhos que recebem grandes quantidades de refugiados sírios’, apontou.

O valor aprovado nesta segunda-feira pela Comissão será dirigido a projetos para proporcionar comida, água, condições de salubridade, refúgio, material e cuidado médico, assim como apoio psicológico para um milhão e meio de sírios.

A Comissão canalizará estes fundos por meio de seus colaboradores no terreno, como a Cruz Vermelha e a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur).

Os ministros lembraram que entre 1,5 e 3 milhões de sírios são afetados pela violência no país, sofrendo com cortes de luz e escassez de comida e combustível.

Além disso, mais de 113 mil pessoas já fugiram do país e se refugiaram em países vizinhos como Turquia, Líbano, Jordânia e Iraque. EFE