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Covid-19: UE deve reabrir fronteiras, mas Brasil pode ficar de fora

Proposta apresentada pela Comissão Europeia nesta segunda-feira ampliaria entrada de viajantes de países onde 'pandemia está controlada'

Por Caio Saad Atualizado em 3 Maio 2021, 18h42 - Publicado em 3 Maio 2021, 18h20

Sob um plano apresentado pela Comissão Europeia nesta segunda-feira, 3, a União Europeia pode dar um passo significativo para um retorno à normalidade a partir da abertura de suas fronteiras. Viagens não essenciais, proibidas na região desde março, seriam permitidas a partir de junho a viajantes de locais com “situação epidemiológica controlada”.

A tempo para a alta temporada de viagens durante o verão europeu, cidades como Paris, Roma e Berlim poderiam voltar a receber viajantes de países onde a situação da Covid-19 está controlada e que tiverem tomado duas doses de vacinas aprovadas pelo bloco ou pela Organização Mundial da Saúde.

A proposta deve ser analisada pelos Estados-membros na próxima quarta-feira, 5, e precisaria de aprovação da maioria. Ela valeria para entrada em toda a zona de livre trânsito interno da União Europeia, exceto Irlanda, além de Islândia, Liechtenstein, Islândia e Suíça. 

As viagens do Brasil à Europa devem ficar de fora das novas regras de abertura, no entanto. O limite proposto é uma taxa de até 100 novos casos de Covid-19 por 100.000 habitantes em 14 dias. Segundo os registros mais recentes do Centro de Controle de Doenças Europeu (ECDC), a taxa brasileira é quatro vezes superior a este limite, chegando a 400 novos casos por 100.000 habitantes.

LEIA TAMBÉM: Covid-19: como interpretar casos de morte depois da aplicação da vacina

Atualmente, apenas sete países estão dentro do limite atual, de 25 novos casos por 100.000 habitantes, na lista revista por autoridades e especialistas a cada duas semanas. Com o aumento do limite, o número de países deve ser ampliado para cerca de 40, incluindo Reino Unido, Japão e Rússia.

Além disso, pessoas vacinadas com imunizantes das fabricantes chinesas Sinovac Biotech, que produz a CoronaVac, e Sinopharm provavelmente serão impedidas de entrar na UE, que não aprovou suas vacinas. A OMS, por sua vez, deve dar um parecer até o fim desta semana sobre a inclusão das duas principais vacinas chinesas e do imunizante da Moderna em sua lista de uso emergencial.

Até agora, a OMS incluiu em sua lista de uso emergencial apenas três vacinas contra a Covid-19: Pfizer, AstraZeneca e Johnson & Johnson.

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De acordo com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) divulgadas pelo Ministério da Saúde em meados de abril, a Coronavac é, de longe, a vacina mais aplicada no Brasil. Até o dia 13 de abril, o imunizante desenvolvido em parceria com o Instituto Butantan representava 83,3% das doses aplicadas.

“Freio de emergência”

Embora ainda lute contra uma terceira onda, a Europa mostra sinais de controle da doença, que já infectou mais de 30 milhões de pessoas na região. Diversos países do continente começaram recentemente a aliviar medidas de controle, conforme taxas de contágio caem e a vacinação cresce.

Em publicação no Twitter, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, disse que “é hora de reviver a indústria do turismo da UE e para que relações transfronteiriças reacendam — com segurança”. Ela alertou, no entanto, que “se variantes surgirem, precisamos agir rapidamente”, propondo o que definiu como “mecanismo de freio de emergência”.

“Isso permitiria que Estados-membros atuem com rapidez e limitem temporariamente a um mínimo estrito todas as viagens de países afetados durante o tempo necessário para aplicar as medidas sanitárias adequadas”, indicou a Comissão em um comunicado.

Se a situação de um país piorar rapidamente, e em especial se for detectada uma nova cepa preocupante, os países podem “suspender urgente e temporariamente todas as viagens de ida e volta de cidadãos não pertencentes à UE que residam em dito país”.

Confira o avanço da vacinação contra Covid-19 no Brasil:

 

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