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UE aprova novas sanções contra o regime sírio

Por Por María Lorente - 27 fev 2012, 13h10

A União Europeia (UE) aprovou nesta segunda-feira novas sanções contra a Síria com o objetivo de debilitar o regime de Bashar al-Assad, ante a sangrenta repressão executada contra o movimento de revolta no país.

“Aprovamos novas sanções durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores dos 27 em Bruxelas”, afirma um comunicado da UE.

As sanções pretendem, sobretudo, congelar os depósitos do Banco Central sírio e a maioria das transações com esta instituição, além de proibir a importação de ouro e outros metais preciosos para a União Europeia.

As sanções vetaram também os voos de carga procedentes da Síria, ainda que sejam permitidos os voos de passageiros, para permitir que os cidadãos europeus que se encontram na Síria possam regressar a seus países.

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Também inclui mais sete pessoas na lista de sírios com visto negado na UE. A lista conta agora com 150 nomes.

No entanto, os europeus não puderam impor a proibição da compra de fosfatos, uma das principais fontes de riqueza da Síria, ante a imposição da Grécia, um dos principais compradores, afirmou uma fonte diplomática.

Homs, a “capital da revolução”, se tornou o símbolo da repressão das forças de segurança, que bombardeiam a cidade desde 4 de fevereiro, com um balanço de centenas de mortos.

Mais de 7.600 pessoas, a maioria civis, morreram desde o início da revolta na Síria em março de 2011, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

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A Europa reiterou em várias ocasiões o pedido de fim da violência na Síria e de renúncia de Assad, ao mesmo tempo em que estimulou a resolução de condenação da Síria na Assembleia Geral da ONU, um texto vetado por Rússia e China.

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, insistiu que, ante a brutal repressão que toma conta da Síria, “é um ponto-chave” fazer chegar a ajuda humanitária ao país.

As sanções foram aprovadas um dia depois do referendo em que os sírios votavam por uma nova Constituição. Mas, enquanto os sírios votavam, o regime aumentava sua sangrenta repressão das revoltas em diversas cidades, deixando mais de 50 mortos.

“O referendo de ontem não enganou ninguém”, disse o ministro britânico William Hague ao chegar à reunião de Bruxelas. “Convocar um plebiscito e ao mesmo tempo abrir fogo contra os manifestantes é algo que tira a credibilidade aos olhos do mundo”, acrescentou.

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A secretária de Estado americana Hillary Clinton insistiu na última sexta-feira, na Tunísia, que a comunidade internacional pressione a Rússia e a China, que desde o início do mês bloqueiam uma resolução do Conselho de Segurança da ONU de condenar a violência do regime de Assad contra os civis. China e Rússia criticaram a declaração.

“Não podemos aceitar isso (…) o mundo exterior não deve impor” seu plano de solução da crise do povo sírio, afirmou o porta-voz do ministério chinês de Relações Exteriores, Hong Lei, nesta segunda-feira.

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