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UE apoia proposta de conferência para solucionar crise entre EUA e Irã

Ideia de fazer uma conferência regional partiu do Iraque, receoso que um conflito armado entre as duas nações possa ocorrer em seu território

A União Europeia declarou apoio neste sábado, 13, a proposta do Iraque de sediar uma conferência regional em meio as crescentes tensões entre Estados Unidos e o Irã envolvendo as negociações sobre o acordo nuclear internacional. Segundo a Comissária de Relações Exteriores do bloco, Federica Mogherini, a UE oferece “total suporte” a proposta iraquiana.

Aliado dos dois países, o Iraque se ofereceu para mediar as negociações entre Teerã e Washington. Enquanto isso, os iranianos continuam a pressionar os europeus que participam do acordo nuclear à contornarem os efeitos das sanções estadunidenses às exportações do país.

O Iraque está sob pressão para evitar que seu território se transforme em um campo de batalha no âmbito dessa disputa, considerando que Irã e EUA são potencias nucleares. Os estadunidenses mantém bases militares na região e mais de 5 mil soldados no Iraque.

Em sua primeira visita ao Iraque desde 2014, Mogherini disse que a UE compartilha com o país da iniciativa de aproximação para lidar com uma situação difícil, acrescentando que a prioridade é evitar uma escalada ou qualquer erro de cálculo que possa levar à “consequências perigosas”.

Conforme a comissária, a UE está pronta para apoiar a ideia de uma conferência regional “em todos os sentidos em que possa ser útil”. Para Mogherini, é preciso promover uma ‘redução das tensões’ e encontrar vias para o diálogo. Caminhos “desconhecidos … podem ser perigosos para todos”, acrescentou.

Entenda as tensões entre Irã e Estados Unidos

As tensões entre Irã e Estados Unidos cresceram nos meses mais recentes. De uma lado, os estadunidenses reforçaram as sanções contra o petróleo iraniano, cobrando de nações como Índia e China que as respeitassem. Além disso, o governo de Donald Trump acusa os iranianos de incendiar navios petroleiros no Golfo de Omã, perto do Irã.

Do outro lado, o Irã nega as acusações. O país também anunciou sua saída do acordo nuclear e passou a superar o limite estipulado pelo documento para o enriquecimento de urânio. Além disso, os iranianos também derrubaram um drone dos Estados Unidos, alegando que ele sobrevoava seu território. Os estadunidenses negam essa versão.

O ápice da crise ocorreu quando Donald Trump, em resposta à derrubada do drone, chegou a autorizar um ataque aéreo ao país, mas desistiu quando as aeronaves já estavam no ar.

(Com AP e Estadão Conteúdo)