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UE apoia proposta de conferência para solucionar crise entre EUA e Irã

Ideia de fazer uma conferência regional partiu do Iraque, receoso que um conflito armado entre as duas nações possa ocorrer em seu território

Por da Redação 13 jul 2019, 20h32

A União Europeia declarou apoio neste sábado, 13, a proposta do Iraque de sediar uma conferência regional em meio as crescentes tensões entre Estados Unidos e o Irã envolvendo as negociações sobre o acordo nuclear internacional. Segundo a Comissária de Relações Exteriores do bloco, Federica Mogherini, a UE oferece “total suporte” a proposta iraquiana.

Aliado dos dois países, o Iraque se ofereceu para mediar as negociações entre Teerã e Washington. Enquanto isso, os iranianos continuam a pressionar os europeus que participam do acordo nuclear à contornarem os efeitos das sanções estadunidenses às exportações do país.

O Iraque está sob pressão para evitar que seu território se transforme em um campo de batalha no âmbito dessa disputa, considerando que Irã e EUA são potencias nucleares. Os estadunidenses mantém bases militares na região e mais de 5 mil soldados no Iraque.

  • Em sua primeira visita ao Iraque desde 2014, Mogherini disse que a UE compartilha com o país da iniciativa de aproximação para lidar com uma situação difícil, acrescentando que a prioridade é evitar uma escalada ou qualquer erro de cálculo que possa levar à “consequências perigosas”.

    Conforme a comissária, a UE está pronta para apoiar a ideia de uma conferência regional “em todos os sentidos em que possa ser útil”. Para Mogherini, é preciso promover uma ‘redução das tensões’ e encontrar vias para o diálogo. Caminhos “desconhecidos … podem ser perigosos para todos”, acrescentou.

    Entenda as tensões entre Irã e Estados Unidos

    As tensões entre Irã e Estados Unidos cresceram nos meses mais recentes. De uma lado, os estadunidenses reforçaram as sanções contra o petróleo iraniano, cobrando de nações como Índia e China que as respeitassem. Além disso, o governo de Donald Trump acusa os iranianos de incendiar navios petroleiros no Golfo de Omã, perto do Irã.

    Do outro lado, o Irã nega as acusações. O país também anunciou sua saída do acordo nuclear e passou a superar o limite estipulado pelo documento para o enriquecimento de urânio. Além disso, os iranianos também derrubaram um drone dos Estados Unidos, alegando que ele sobrevoava seu território. Os estadunidenses negam essa versão.

    O ápice da crise ocorreu quando Donald Trump, em resposta à derrubada do drone, chegou a autorizar um ataque aéreo ao país, mas desistiu quando as aeronaves já estavam no ar.

    (Com AP e Estadão Conteúdo)

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