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Ucrânia: separatistas libertam inspetores europeus raptados

Com a cidade cercada, milicianos pró-russos de Slaviansk decidem soltar grupo que estava retido há mais de uma semana sob a acusação de espionagem

Por Da Redação 3 Maio 2014, 07h11

As milícias pró-russas da cidade de Slaviansk, no leste ucraniano, libertaram neste sábado os sete inspetores europeus que haviam sido detidos pelos separatistas há mais de uma semana. Cinco soldados ucranianos que faziam a escolta do grupo no momento da captura também foram soltos.

O anúncio da libertação foi feito por Vladimir Lukin, enviado especial do presidente russo Vladimir Putin em Slaviansk. “Foi um ato voluntário e humanitário. Estamos muito agradecidos com o chefe da cidade”, disse Lukin, em referência ao autoproclamado prefeito de Slaviansk, Viacheslav Ponomariov. O representante de Putin afirmou ainda que espera que o episódio tenha sido o primeiro passo na pacificação da região.

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Um dos principais redutos pró-Rússia no leste ucraniano, Slaviansk foi alvo de uma ofensiva militar de Kiev na sexta-feira, que pretendia retomar o controle da área. A ação deixou mortos dos dois lados e a cidade está agora cercada por tropas do governo. Por causa da escalada de tensão, o líder pró-Rússia local já havia adiantado que libertaria os inspetores europeus. “São meus convidados e não quero que fiquem feridos”, explicou o autoproclamado prefeito Ponomariov.

Acusação – Os sete funcionários da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) – três alemães, um polonês, um dinamarquês e um tcheco, além de um intérprete alemão – foram capturados em 25 de abril quando o ônibus em que viajavam foi capturado perto de um dos acessos a Slaviansk. Os inspetores foram acusados pelos separatistas de serem espiões da Otan. Os milicianos já haviam libertado um dos inspetores, o sueco Thomas Johansson, por motivos de saúde e porque seu país não é membro da Otan.

Apesar da libertação, autoridades ucranianas e europeias afirmam que os separatistas ainda mantêm diversos militares ucranianos e jornalistas detidos em Slaviansk.

(Com agência EFE)

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