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Ucrânia mantém pena de sete anos para Tymoshenko

Ex-premiê é acusada de lesar erário, mas se diz vítima de perseguição política

Por Da Redação 29 ago 2012, 06h57

A Suprema Corte Especial da Ucrânia rejeitou nesta quarta-feira um recurso da ex-primeira-ministra e líder da oposição ucraniana, Yulia Tymoshenko, condenada a sete anos de prisão por abuso de poder. “O colégio de juízes concluiu que não se deve satisfazer o recurso de cassação”, disse o juiz Aleksandr Elfimov ao ler os fundamentos da sentença.

A decisão da Corte deixa fixada definitivamente a sentença emitida em 11 de outubro de 2011 contra Tymoshenko, que foi declarada culpada depois de ter autorizado a assinatura de contratos de gás com a Rússia considerados “altamente onerosos” pelas atuais autoridades da Ucrânia. O valor do prejuízo, equivalente a 185 milhões de dólares atualmente, deve ser devolvido pela ex-premiê, determinou a Justiça ucraniana.

Segundo o tribunal, o veredicto é respaldado pelas provas que foram apresentadas durante a audiência do julgamento. A defesa de Tymoshenko assegura que a perseguição judicial contra a ex-primeira-ministra tem motivação política e foi orquestrada pelo atual presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich.

A Anistia Internacional já qualificou as decisões judiciais contra a ex-premiê como “politicamente motivadas”. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, também pediu a libertação de Tymoshenko, presa desde agosto do ano passado. Em abril deste ano, ela fez uma greve de fome em protesto contra um tratamento supostamente abusivo na prisão e desrespeito a seus direitos civis.

Outro processo – As autoridades ucranianas abriram um segundo processo penal contra Yulia Tymoshenko por supostamente ter feito o estado contrair, 15 anos atrás, uma dívida de 405 milhões de dólares junto ao Ministério da Defesa russo.

A estatal Sistemas Energéticos Unidos (SEU), que firmou contratos com a Rússia, era dirigida por Tymoshenko quando dois acordos foram assinados, em 1996 e 1997, para a provisão de produtos à Defesa russo. Supostamente, os contratps nunca foram cumpridos em sua totalidade.

Tymoshenko pode ser condena a mais 12 anos de prisão por esse segundo caso e enfrenta ainda acusações de desvio de verbas públicas. Ela foi primeiro-ministra de janeiro a setembro de 2005 e de dezembro de 2007 a março de 2010.

(Com agência EFE)

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