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Ucrânia lança operação contra militantes pró-Rússia que tomaram delegacia em Slaviansk

Um oficial das tropas de segurança da Ucrânia morreu e outros cinco soldados ficaram feridos no início da operação neste domingo

Por Da Redação - 13 abr 2014, 09h42

O ministro do interior da Ucrânia, Arsen Avakov, anunciou neste domingo uma operação contra militantes armados pró-Rússia que tomaram a delegacia de polícia de Slaviansk e içaram a bandeira russa na prefeitura da cidade, no leste do país. Na chegada das forças de segurança à região, pelo menos um oficial das tropas ucranianas morreu e outros cinco soldados ficaram feridos. “Os separatistas também sofreram baixas, em número indeterminado. Eles tentaram se proteger com um escudo humano formado por civis”, escreveu Avakov em sua página no Facebook.

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A operação foi lançada após uma reunião de urgência do Conselho de Defesa e Segurança Nacional realizada na noite deste sábado. O objetivo da reunião foi discutir a crise no leste do país, onde a maioria dos habitantes é de origem russa. Durante os protestos realizados neste sábado, que culminaram na invasão da delegacia e da prefeitura de Slaviansk, o chefe da polícia de Donetsk, Kostyantyn Pozhydaev, renunciou ao cargo.

O governo da Ucrânia acusa a Rússia de estimular a revolta no país para desestabilizar a região e criar um pretexto para enviar tropas militares para proteger a população. O governo russo enviou soldados para a fronteira com a Ucrânia, mas afirma que está fazendo “exercícios militares”. Neste sábado, o ministro das relações exteriores da Ucrânia, Andrei Deschitsa, exigiu que o ministro das relações exteriores russo, Sergei Lavrov, ordene o fim das provocações ao longo da fronteira.

O secretário de estado dos Estados Unidos, John Kerry, alertou o ministro das relações exteriores da Rússia de que o país pode sofrer “consequências adicionais” se não retirar seu exército das fronteiras com a Ucrânia e cessar a pressão para desestabilizar o país. Na próxima semana, representantes da Ucrânia, Rússia, União Europeia e Estados Unidos devem se reunir em Genebra, na Suíça, para tratar da crise ucraniana.

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(Com agências EFE e Reuters)

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