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Ucrânia acusa Rússia de querer destruir o país

Para primeiro-ministro ucraniano, incêndio em Odessa, que causou mais de 40 mortes há dois dias, faz parte de plano financiado e organizado por Moscou

Por Da Redação 4 Maio 2014, 14h59

O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Yatseniuk, disse que o incêndio no prédio da Casa dos Sindicatos de Odessa, no sul do país, que deixou mais de quarenta mortos na sexta-feira, faz parte de um plano da Rússia para destruir a Ucrânia.

“O objetivo da Rússia era repetir em Odessa o que acontece no leste do país (onde vários prédios públicos já foram ocupados por separatistas pró-Moscou). É um plano financiado e organizado por profissionais que manipularam pessoas comuns, mas nossa união será a melhor resposta a esses terroristas”, disse Yatseniuk neste domingo durante entrevista coletiva à imprensa realizada em Odessa.

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O incêndio em Odessa na última sexta-feira marcou o pior dia de conflitos na região do Mar Negro desde a deposição do presidente Viktor Yanukovich, em fevereiro. Informações indicam que separatistas se entrincheiraram dentro do prédio do Sindicato e começaram a atirar coquetéis molotov para fora, enquanto grupos do lado de fora também atiravam bombas dentro do edifício.

Os manifestantes favoráveis ao governo provisório, que busca uma aproximação com a Europa, haviam saído às ruas com a bandeira azul e amarela da Ucrânia, usando capacetes e segurando bastões. A polícia rapidamente perdeu o controle da situação. Mesmo assim, deteve mais de cem insurgentes.

Novo ataque – Neste domingo, porém, mais de 2.000 separatistas atacaram a sede da polícia em Odessa. Os agressores, armados com bastões, derrubaram um primeiro portão com dois caminhões, exigindo a libertação de seus companheiros detidos na sexta-feira.

Com o ataque, e após a chegada de um dos chefes do Ministério do Interior ao local, os policiais libertaram cerca de trinta separatistas detidos. Eles foram recebidos por familiares, amigos e simpatizantes concentrados no pátio interior do edifício com gritos de “Odessa, cidade russa”, segundo a imprensa local.

Depois de libertar os presos, a polícia tentou convencer os manifestantes reunidos em frente ao prédio a se dispersarem. No entanto, eles permaneceram no local, alegando que os documentos de identidade não foram devolvidos aos rebeldes e, por isso, eles poderiam voltar a ser presos.

(Com agências EFE e AFP)

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