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UA e Cedeao condenam golpe em Mali e pedem respeito pela ordem constitucional

Por Da Redação 22 mar 2012, 10h04

Lagos, 22 mar (EFE).- A União Africana (UA) e a Comunidade Econômica de Estados da África Ocidental (Cedeao) condenaram nesta quinta-feira o golpe de Estado em Mali e exigiram respeito à ordem constitucional.

Em comunicado emitido da sede da União Africana em Adis Abeba, o presidente da Comissão do organismo continental, Jean Ping, expressou ‘a condenação da UA de qualquer tentativa de tomar o poder pela força’.

Ping destacou ‘a necessidade de respeitar a legitimidade constitucional representada pelas instituições republicanas, incluindo o presidente da República e chefe de Estado, Amadou Toumani Touré’.

O responsável da UA também se declarou ‘muito preocupado pelos repreensíveis atos cometidos atualmente por alguns elementos do Exército malinês em Bamaco’, onde a União Africana celebrou esta semana uma reunião sobre paz e segurança.

Já a Cedeao condenou ‘as equivocadas ações dos insurgentes’ e advertiu que ‘não perdoará nenhum recurso à violência como meio para conseguir um desagravo’.

Em comunicado divulgado de sua sede em Abuja, capital administrativa da Nigéria, o presidente da Comissão da Cedeao, Kadré Désiré Ouedraogo, lembrou aos militares malienses sua ‘responsabilidade sob a Constituição’.

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Além disso, Ouedraogo reiterou ‘a política de tolerância zero’ da Comunidade Econômica, que conta com Mali entre seus 15 países-membros, ‘perante qualquer tentativa de conseguir ou manter o poder por meios inconstitucionais’.

‘A Cedeao está acompanhando estritamente os eventos no país e responderá de maneira adequada a qualquer tentativa de perturbar mais a precária situação de segurança’, acrescenta o texto.

O Governo argelino também condenou nesta quinta-feira o golpe de Estado militar no vizinho Mali, afirmou que rejeita ‘firmemente’ o recurso à força e expressou seu ‘forte compromisso’ com o restabelecimento da ordem constitucional.

‘Consideramos que todas as questões internas de Mali devem encontrar a solução com o funcionamento normal das instituições legítimas do país e dentro do respeito às normas constitucionais’, disse o porta-voz de Relações Exteriores, Amar Belani, à agência estatal argelina, ‘APS’.

Os militares malienses insurgentes, que tomaram na quarta-feira a sede da rádio e da televisão estatais em Bamaco, anunciaram em mensagem televisada a dissolução de todas as instituições do Estado e a suspensão da Constituição.

Os insurgentes justificaram sua ação em particular pela incapacidade do Governo em solucionar a crise do norte do país, onde o grupo independentista tuaregue Movimento Nacional para a libertação de Azawad (MNLA) fez um levante com armas em janeiro. EFE

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