Twitter vai banir toda propaganda política da plataforma

Decisão entra em vigor em 22 de novembro e responde a preocupações sobre a disseminação de fake news por políticos nas redes sociais

Por Amanda Péchy - 30 out 2019, 19h15

O CEO do Twitter, Jack Dorsey, postou em seu perfil nesta quarta-feira, 30, que a plataforma irá banir toda propaganda política, em resposta às crescentes críticas sobre a disseminação de fake news por políticos nas redes sociais. A medida estará vigente nas eleições municipais do Brasil em 2020.

“Nós tomamos a decisão de barrar toda propaganda política no Twitter globalmente. Acreditamos que o alcance de uma mensagem política deve ser merecido, e não comprado”, escreve Dorsey, que passa a listar os motivos da decisão em um encadeamento (ou “thread”, no linguajar da plataforma) de tuítes.

Dentre as razões para decisão radical do Twitter está o poder das redes sociais que, segundo o CEO, pode ser usado na política para influenciar votos e afetar a vida de milhões de pessoas. Ele destaca os desafios ao discurso cívico gerados  por informações enganosas não verificadas e pelas deep-fakes.

“Não se trata de liberdade de expressão. Trata-se de pagar pelo alcance. E pagar para aumentar o alcance do discurso político tem ramificações significativas com as quais a infraestrutura democrática de hoje pode não estar preparada para lidar. Vale a pena dar um passo atrás para resolver”, conclui Dorsey no tuíte final da thread.

 

O ex-agente da CIA e ativista contra fake news, Edward Snowden, já parabenizou Dorsey pela declaração. Esse analista de sistemas tornou público os detalhes de vários programas que constituem o sistema de vigilância global da Agência de Segurança Nacional americana.

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A política final do Twitter será divulgada no dia 15 de novembro, e entra em vigor no dia 22.

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