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TV síria afirma que 8 pessoas morreram em explosões em Idleb

Por Da Redação 30 abr 2012, 06h21

Damasco, 30 abr (EFE).- Pelo menos oito pessoas morreram nesta segunda-feira e dezenas ficaram feridas em duas explosões que aconteceram em uma praça e uma rua da cidade setentrional de Idleb, informou a televisão oficial síria enquanto a oposição eleva para 20 o número de falecidos.

Entre as vítimas há tanto civis como membros das forças de segurança do regime, afirmou a emissora, ressaltando que a apuração de mortos e feridos é provisória.

A televisão mostrou imagens dos danos causados pelas explosões, supostamente de grande magnitude, nas quais se pode ver edifícios e casas destruídas, além de sangue derramado sobre as calçadas.

O canal estatal exibiu também imagens de corpos destroçados e de crianças e mulheres chorando, enquanto alguns moradores repreendiam os opositores sírios, a quem responsabilizam pelas ações.

Um homem que ficou ferido no rosto disse à emissora que uma explosão sacudiu seu bairro nesta manhã, sem que pudesse determinar de onde vinha o ataque.

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Por sua parte, o opositor Observatório Sírio para os Direitos Humanos informou que pelo menos 20 pessoas, em sua maioria membros das forças de segurança, morreram hoje em várias explosões em Idleb.

A organização acrescentou em comunicado que as explosões tiveram como alvo sedes das forças de segurança sírias.

Estes fatos acontecem um dia depois da chegada a Damasco do novo chefe da missão de supervisão da ONU na Síria (UNSMIS), o general norueguês Robert Mood, para verificar o cumprimento do plano de paz.

No terreno já estão desdobrados 15 observadores militares desarmados da missão, e a expectativa é que hoje chegue um grupo formado por outros 30, do total de 300 que integrarão a UNSMIS.

O objetivo da UNSMIS é comprovar o cumprimento do plano de paz para a Síria, vigente desde o dia 12 de abril, que estipula o fim da violência, a retirada dos carros de combate das cidades, a libertação dos detidos de forma arbitrária e o início de um diálogo entre o governo e a oposição, entre outros pontos. EFE

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