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Turquia: UE pede investigação sobre irregularidades em referendo

Segundo o Conselho Europeu, a votação não esteve "à altura dos critérios" europeus

Por Da redação
19 abr 2017, 09h57

A União Europeia pediu a Turquia que abra “investigações transparentes sobre as declarações de irregularidades identificadas pelos observadores” no referendo que implantou um sistema presidencialista no país. Segundo uma porta-voz do Conselho Europeu, as acusações de observadores neutros estão sendo “examinadas atentamente” por Bruxelas.

Uma missão conjunta de observadores integrada pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e pelo Conselho Europeu considera que a campanha liderada pelo presidente Recep Tayyip Erdogan foi realizada em condições não equitativas, e que a votação não esteve “à altura dos critérios” europeus.

A posição de Bruxelas foi totalmente diferente da dos presidentes americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Putin, que felicitaram Erdogan por sua “vitória” em conversas telefônicas na noite de segunda-feira.

Oposição – Desde que a implementação do sistema presidencialista, impulsionada pelo partido do governo, o islamita AKP, e pelo presidente turco, ganhou com 51,4% dos votos o referendo do último domingo, a oposição vem falando de “golpe” contra a vontade popular.

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Segundo o partido opositor Partido Republicano do Povo (CHP), milhões de envelopes de votação que não tinham o lacre obrigatório das mesas eleitorais foram contabilizados pelo governo com a intenção de favorecer a vitória do “sim” para a reforma.

“A recontagem dos votos não lacrados é uma prova clara de que das urnas saiu um ‘não’ à reforma”, declarou o presidente do partido Kemal Kilicdaroglu. “Estas eleições entrarão para a história como as ‘eleições sem lacre’, e não as reconhecemos, nem as reconheceremos. Devemos respeitar a vontade do povo e repeti-las”, insistiu.

Erdogan – As críticas vindas da União Europeia irritaram Erdogan, que respondeu imediatamente, pedindo aos observadores europeus que “se mantenham em seus lugares”. “Não vemos e não levamos em conta qualquer relatório que vocês possam preparar”, acrescentou.

Em entrevista para o canal de notícias CNN, Erdogan rejeitou as acusações daqueles que afirmam que a Turquia está se dirigindo para uma ditadura e negou que o novo sistema de governo esteja feito sob medida para ele. “Este não é um sistema que pertença a Tayyip Erdogan. Sou um mortal. Posso morrer a qualquer momento”, declarou.

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