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Turquia entra na coalizão e vai combater Estado Islâmico na Síria

Há meses, Washington solicitava a Ancara, seu aliado histórico, que ajudasse na luta contra os jihadistas, mas o governo turco tinha dúvidas

A Turquia, pela primeira vez, vai combater o Estado Islâmico (EI) no norte da Síria com o uso de tropas terrestres, afirmou o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, em um encontro com o secretário de Estado americano, John Kerry, na Malásia. “Atualmente, ao lado dos Estados Unidos, treinamos e equipamos a oposição moderada e também vamos começar nosso combate em breve e de forma eficaz”, afirmou o ministro.

“Depois será mais seguro para os opositores moderados que lutam contra o EI na região”, completou o ministro à margem da reunião da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Washington solicita há vários meses a Ancara, seu aliado histórico, que reforce a luta contra o EI, mas o governo turco manifestava dúvidas. A posição mudou depois de vários ataques no território turco, alguns deles atribuídos ao EI.

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Desde então, a Turquia executou ataques aéreos contra extremistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em turco) na região norte do Iraque e contra os jihadistas do EI. Apesar dos curdos serem um dos principais inimigos do Estado Islâmico, o governo turco já sofreu com atentados cometidos por extremistas que lutam pela independência do Curdistão, uma área entre a Turquia, Iraque e Síria.

Em julho, Ancara anunciou que autorizaria o uso da base aérea de Incirlik, no sul do país, por aviões americanos para atacar os jihadistas do EI, que assumiram o controle de áreas do Iraque e da Síria.

(Com agência France-Presse)