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Turquia diz que bombardeou Síria em represália por ataque

Membros da Otan realizaram reunião de emergência para discutir disparos sírios

Por Da Redação 3 out 2012, 17h02

As Forças Armadas da Turquia bombardearam nesta quarta-feira alvos situados em território sírio, em represália a um ataque lançado pela Síria que matou cinco pessoas em um povoado turco na fronteira entre os dois países. “Nossas Forças Armadas, seguindo as regras de conflito, bombardearam alvos na Síria, após verificar por meio do radar de onde partiram os disparos”, afirmou o escritório do premiê Recep Tayyip Erdogan, em comunicado.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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Mais cedo, o vice-primeiro-ministro da Turquia, Besur Atalay, também se pronunciou, afirmando que o incidente foi “muito grave”. E os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) realizaram uma reunião de emergência em Bruxelas para discutir os disparos sírios. Todos eles manifestaram sua solidariedade à Turquia. Os aliados condenaram o incidente e exigiram o fim imediato de “atos agressivos” contra o país.

Uma munição de morteiro disparada da Síria caiu em um bairro residencial na cidade de Akcakale, no sudeste turco, matando uma mulher e quatro crianças de uma mesma família, nesta quarta-feira, e aumentando a tensão na região. Uma nuvem de poeira e fumaça pairou sobre os edifícios após a explosão, enquanto os moradores corriam para ajudar as vítimas. Pelo menos outras oito pessoas ficaram feridas.

Diplomacia – Erdogan cultivava boas relações com o presidente sírio, Bashar Assad, mas se tornou um crítico severo do seu regime após a revolta popular na Síria que começou no ano passado, acusando Assad de criar um “estado terrorista”. O premiê turco tem permitido que os rebeldes sírios se organizem na Turquia e pressionou por uma zona de segurança protegida por forças internacionais dentro da Síria.

A Turquia também está abrigando mais de 90.000 refugiados da Síria e teme uma entrada em massa semelhante ao êxodo de meio milhão de curdos iraquianos para o país após a Guerra do Golfo, em 1991.

(Com agências EFE e Reuters)

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