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Turquia critica o Irã pelo silêncio sobre a violência na Síria

Por Bulent Kilic - 5 fev 2012, 15h35

O vice-primeiro-ministro turco, Bulent Arinç, criticou o Irã abertamente neste domingo, por ter mantido silêncio sobre a repressão, pelo presidente sírio Bashar al-Assad, da revolta popular contra o regime.

“Dirijo-me a ti, República Islâmica do Irã: não sei se és digna de ostentar no nome a palabra Islã, mas disseste uma só frase sobre o que acontece na Síria?”, indagou Arinç, porta-voz do governo, durante uma reunião em Bursa (noroeste) do Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP, islâmico moderado), no poder, citado pela agência de notícias Anatolia.

O Irã é o principal aliado da Síria na região. Vários opositores acusaram Teerã de ajudar Damasco a reprimir com fogo e sangue o movimiento de contestação que abala o país desde março de 2011, deixando mais 6.000 mortos, segundo organizações dos direitos humanos.

Arinç denunciou um “grande massacre” realizado na sexta-feira pelo regime de Al-Assad em Homs, centro da revolta onde morreram mais de 200 pessoas, e afirmou que, na região, “só a Turquia” se declarou abertamente contra a repressão.

“O Líbano, por acaso, pronunciou uma só palavra de compaixão por nossos irmãos muçulmanos mortos? Não, só a Turquia elevou a voz”, disse.

O governo de Ancara chegou a romper com seu antigo aliado sírio, devido à encarniçada repressão às manifestações.

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